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Meta disse ao STF não ter, mas vídeo apagado por Bolsonaro está na internet

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/12/2023 às 08:52 · Atualizado há 3 dias

Embora a Meta, dona do Facebook e mais redes sociais tenha expedido ao Supremo Tribunal Federalista (STF) não ter mais o vídeo que implica o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos ataques golpistas de 8 de janeiro, a verdade é que a publicação está disponível na internet. A informação foi revelada pelo site The Intercept.

Ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação no STF, a Meta comunicou que um vídeo publicado por Bolsonaro seria “materialmente impossível” de ser fornecido. As imagens que a Procuradoria-Universal da República (PGR) buscava foram difundidas pelo ex-presidente na noite de 10 janeiro, dois dias depois o ato golpista em Brasília.

O vídeo é do procurador Felipe Giménez questionando as urnas eletrônicas e promovendo fake news sobre as eleições. Na gravação, Giménez, sem provas, afirma que o presidente Lula (PT) teria sido “escolhido” pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo STF para ser eleito.

A Meta deveria ter entregue o vídeo ao Supremo até o dia 7 deste mês, entretanto, argumentou que as imagens foram apagadas. Depois da revelação do Intercept, o UOL recuperou as imagens e as publicou.

Peça fundamental

À era, o vídeo foi desvanecido das redes sociais de Bolsonaro. A PGR considera o teor peça fundamental para apresentar denúncia contra o ex-presidente por incentivo ao transgressão de ataque golpista às sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro deste ano.

A Meta, em ofício enviado a Moraes na última quinta-feira (7), afirmou que “o cumprimento da obrigação é materialmente impossível, uma vez que o vídeo objeto foi deletado e não está mais disponível nos servidores da empresa”.

A empresa também afirmou que, embora a ordem para a preservação da mídia tenha sido dada em janeiro, dias depois os atos, a companhia não foi intimada pelo gabinete do ministro à era da decisão.

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