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França impõe novas exigências para vistos e cidadania

Alterações visam controlar a imigração e promover integração

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 31/12/2025 às 12:48 · Atualizado há 3 dias
França impõe novas exigências para vistos e cidadania
Foto: Reprodução / Arquivo

A França implementará novas diretrizes a partir de 1º de janeiro de 2024, afetando estrangeiros fora da Europa que desejam obter vistos temporários, permanentes ou naturalização. O governo francês introduziu exigências mais rigorosas, incluindo um nível mais elevado de proficiência na língua francesa e um exame de conhecimentos cívicos.

De acordo com a legislação aprovada em 26 de janeiro de 2024, o objetivo é "controlar a imigração e melhorar a integração". Para a cidadania e a concessão do primeiro visto de residência plurianual, será necessário demonstrar um domínio adequado do francês e passar por um teste cívico, que inclui questões sobre os valores e princípios da República, além da cultura e história do país.

O novo exame cívico consistirá em um questionário de 40 perguntas, e os candidatos terão 45 minutos para responder. Para serem aprovados, precisarão acertar ao menos 32 questões. O teste deve ser realizado em centros autorizados antes da solicitação de residência ou naturalização e pode ser repetido quantas vezes forem necessárias.

Outra mudança significativa refere-se ao nível de francês exigido. Para naturalização, o candidato deve alcançar o nível B2, enquanto para o visto plurianual, o nível exigido é A2. O visto de permanência requer o nível B1. A comprovação da proficiência poderá ser feita através de diplomas reconhecidos ou testes internacionais.

A partir de julho de 2025, os cursos de francês oferecidos pelo Escritório de Imigração francês para solicitantes de visto de residência passarão a ser realizados online, o que gerou controvérsias, já que muitas ONGs contestaram essa abordagem. As aulas presenciais ficarão restritas a um grupo limitado de pessoas.

Além disso, a circular de 2 de maio de 2025 estabeleceu critérios mais estritos para a cidadania fora do casamento, exigindo comprovante de emprego estável, renda suficiente e origem majoritariamente francesa dos recursos. A nova legislação também exclui automaticamente do processo pessoas que tenham permanecido ilegalmente na França.

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