O presidente americano, Donald Trump, fez duras críticas aos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), nesta quarta-feira (7), afirmando que a aliança militar só é respeitada por Rússia e China por causa dos Estados Unidos. As declarações ocorrem em um momento de tensões entre Europa e os EUA após o republicano não descartar a possibilidade de usar força militar para anexar a Groenlândia, ilha controlada pela Dinamarca– membro da Otan.
A Rússia e a China não têm medo algum da Otan sem os Estados Unidos
— afirmou Trump em uma postagem na plataforma Truth Social (veja ao final). "Todos têm sorte de eu ter reconstruído nossas Forças Armadas no meu primeiro mandato e de continuar a fazê-lo [no segundo]".
Em um recado aos "grandes fãs" da Otan, Trump se vangloriou de ter feito a aliança concordar em elevar seus gastos em defesa de 2% para 5% do PIB, um aumento que ocorreu não apenas devido à pressão da Casa Branca, mas também pela invasão da Ucrânia pela Rússia e aos sinais do presidente americano de que não estaria comprometido com o princípio de que um ataque a um membro deve ser respondido por todos.
Os EUA, de forma tola, estavam pagando por eles!
— afirmou Trump, sobre os recursos desembolsados pelo governo americano para a proteção da Europa. "Todos disseram que isso [o aumento de gastos] não poderia ser feito, mas pôde, porque, acima de tudo, são todos meus amigos".
O presidente americano ainda afirmou que, sem seu envolvimento, a Rússia já teria controlado toda a Ucrânia. No entanto, apesar das recentes negociações para encerrar o conflito, Trump reduziu o apoio militar a Kiev depois de prometer pôr fim à guerra em 24 horas durante a campanha eleitoral de 2024.
Lembrem-se também de que eu, sozinho, encerrei oito guerras, e a Noruega, membro da Otan, escolheu de forma tola não me conceder o Prêmio Nobel da Paz
— continuou Trump. "Mas isso não importa! O que importa é que eu salvei milhões de vidas".
As declarações ocorrem após a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, ter afirmado que um ataque dos EUA à Groenlândia, coberta pela proteção da Otan por ser controlada pelo governo dinamarquês, representaria o fim da Otan.
Se os EUA decidirem atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para. Inclusive a nossa Otan e a segurança implementada desde o fim da Segunda Guerra Mundial
— declarou a premiê na segunda-feira à emissora TV2.
Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, o secretário de Estado, Marcio Rubio, afirmou a parlamentares americanos que as mais recentes ameaças de Trump à Groenlândia são parte de uma estratégia para fazer a Dinamarca negociar. A Casa Branca não está planejando um ataque à ilha, segundo ele, mas, sim, deseja comprar o território do governo dinamarquês.
A Europa está trabalhando em um plano sobre como responder caso os EUA cumpram a ameaça de assumir o controle da Groenlândia, segundo o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, que afirmou que o tema será discutido em uma reunião nesta quarta-feira (7) com os chanceleres da Alemanha e da Polônia.
Queremos agir, mas queremos fazê-lo em conjunto com nossos parceiros europeus
— disse ele à rádio France Inter.
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