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Vacinas em destaque: protegendo a saúde global

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/04/2024 às 11:24 · Atualizado há 1 semana

Por Gustavo Cabral *

A pandemia de COVID-19 tem sido uma dolorosa prelecção sobre a valia da antecipação e preparação diante de novos agentes patogênicos. Reagir a emergências de saúde não é mais suficiente; é imperativo que estejamos prontos para enfrentar futuras pandemias. A história nos ensina que a colaboração entre disciplinas pode levar ao desenvolvimento bem-sucedido de medicamentos e vacinas, e é forçoso que apliquemos esforços semelhantes para proteger a saúde global.

Desde o surgimento da COVID-19, a comunidade científica tem trabalhado incansavelmente no desenvolvimento de vacinas. Apesar dos esforços contrários dos grupos negacionistas, essas vacinas desempenharam um papel crucial na prevenção de milhões de mortes e na contenção da propagação do vírus.

Enquanto enfrentamos a tragédia da COVID-19, a dengue continua a assolar o Brasil. Nos primeiros três meses de 2024, foram registrados mais de dois milhões de casos somente no país. A inclusão da vacina Qdenga no Calendário Vernáculo de Vacinação em fevereiro de 2024 é um progresso crucial na luta contra essa doença.

Além da COVID-19 e da dengue, uma série de outras doenças porquê “varíola dos macacos”, Ebola, Zika, Chikungunya, HPV (Papilomavírus humano), HIV (Vírus da imunodeficiência humana), poliomielite, hepatites, entre outras, representam ameaças significativas à saúde pública global.

As infecções pelo HPV, pertencente ao grupo de infecções sexualmente transmissíveis (IST), são as mais comuns em todo o mundo e representam a principal culpa de cancro de pescoço de útero, além de diversos outros tipos de tumores em homens e mulheres. No entanto, essas doenças podem ser prevenidas, pois existem vacinas aprovadas pelas agências reguladoras, porquê a ANVISA, que oferecem esperança na redução da incidência de doenças relacionadas ao HPV. Estudos realizados na Escócia mostraram uma redução significativa, chegando até mesmo à totalidade exiguidade de casos de cancro do pescoço do útero em meninas vacinadas contra o HPV.

Os recentes surtos do vírus Ebola têm sublinhado a urgência de desenvolver vacinas eficazes contra essa doença avassaladora. A vacina Ervebo, aprovada pela filial reguladora americana, a FDA (Food and Drug Administration), surge porquê uma luz de esperança no combate a futuros surtos desse vírus, que amedronta a humanidade devido à sua extrema obituário.

Existem diversas outras vacinas fundamentais, porquê aquela que foi fundamental contra a “Varíola dos Macacos”, cujos casos têm registrado um aumento recente. Leste cenário ressalta, mais uma vez, a valia da vacinação no controle de surtos. A vacina JYNNEOS (Smallpox/Monkeypox Vaccine), aprovada pela FDA, emerge porquê uma instrumento crucial nesse esforço de proteção contra a doença.

Vamos fazer uma viagem no tempo e abordar um vírus que foi responsável por inúmeras tragédias de paralisia infantil? Sim, estamos falando da poliomielite. Os esforços globais para erradicar essa doença resultaram em uma significativa redução nos casos. No entanto, surtos isolados em diversos países ressaltam a valia contínua da vacinação. A imunização contra a poliomielite é uma medida facilmente aplicável e forçoso para evitar a propagação desse vírus e proteger as populações vulneráveis.

Vamos abordar outra doença viral preocupante, causada pelo vírus da hepatite B, que pode ser devastadora, mas que pode ser prevenida com facilidade através da vacinação. Sem a imunização adequada, a infecção pelo vírus da hepatite B pode resultar em uma série de sintomas graves, incluindo dores abdominais intensas, icterícia, urina escura e, em casos crônicos, pode levar à insuficiência hepática e até mesmo ao desenvolvimento de cancro hepático.

No entanto, todos esses cenários podem ser facilmente evitados, pois a vacina contra o vírus da hepatite B tem demonstrado ser altamente eficiente na redução do impacto da hepatite viral, oferecendo uma categoria vital de proteção para a saúde pública.

Por termo, enquanto a comunidade científica e de saúde continua a lutar para transmitir a valia fundamental da vacinação porquê a melhor resguardo contra doenças infecciosas, é imperativo direcionar nossos esforços para persuadir não somente o público em universal, mas também as autoridades responsáveis, sobre a premência urgente de investimentos contínuos em saúde pública e pesquisa científica.

Devemos continuar a guerra pelo desenvolvimento de vacinas para diversas doenças que ainda não contam com esse suporte. Outrossim, além das vacinas, estratégias de saúde pública, porquê vigilância genômica de doenças infecciosas e modelagem para identificar populações de cocuruto risco, são essenciais. Não devemos subestimar a valia da instrução, conscientização social e engajamento da mídia na divulgação da ciência e saúde pública. É crucial que haja um investimento ordenado no desenvolvimento científico, independentemente dos momentos de crise, para que possamos estar preparados para enfrentar desafios futuros.

Diante desse cenário, os esforços para aligeirar o desenvolvimento de vacinas e prometer sua acessibilidade global são cruciais para proteger a saúde da sociedade, independentemente de sua cor, origem ou condições financeiras.

 

*Imunologista PhD e Coordenador de Pesquisa no ICB-IV da USP, para o desenvolvimento tecnológico de vacinas aplicadas contra Covid-19, Chikungunya, Zika e Dengue vírus.

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