O governo dos Estados Unidos está negando e revogando vistos de membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina (AP) às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas — cerimônia na qual países como França, Austrália e Canadá declararam a intenção de reconhecer oficialmente a existência de um Estado Palestino.
O Departamento de Estado americano afirmou, por meio de comunicado, que “é do interesse da segurança nacional dos EUA responsabilizar a OLP e a AP por não cumprirem seus compromissos e por minarem as perspectivas de paz”.
As restrições significam que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, provavelmente não estará presente no encontro, onde costuma discursar.
O departamento menciona que, antes que a OLP e AP possam ser tidas como “parceiros pela paz”, elas precisam tomar algumas medidas como “repudiar consistentemente o terrorismo — incluindo o massacre de 7 de outubro — e encerrar a incitação ao terrorismo no sistema educacional”.
O governo do presidente americano, Donald Trump, também cobra à AP para cessar suas tentativas de “contornar as negociações” por meio de “campanhas de guerra jurídica”, o que incluiria apelos feitos ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e à Corte Internacional de Justiça (CIJ), assim como os esforços para o reconhecimento “unilateral” de um Estado Palestino.
Segundo o comunicado, a missão da AP na Organização das Nações Unidas (ONU) não será incluída nas restrições.
A medida segue a imposição de sanções dos EUA a autoridades da Autoridade Palestina e membros da OLP em julho.