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Chuvas no RS deixam 56 mortos e 67 pessoas desaparecidas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 04/05/2024 às 13:27 · Atualizado há 1 semana

Por Alex Rodrigues, da Dependência Brasil

O Rio Grande do Sul já registra 56 mortes devido às fortes chuvas que atingem o estado desde o início da semana. De combinação com boletim da Resguardo Social, 281 municípios foram afetados deixando 8.296 pessoas em abrigos e 24.666 cidadãos desalojados. O número de desaparecidos chega a 67. Há ainda 74 feridos.

Ainda segundo a Resguardo Social estadual, ao menos 350 milénio pontos residenciais e comerciais seguem sem robustez elétrica: 296 milénio pontos são atendidos pela RGE Sul e 54 milénio pontos pela CEEE Equatorial.

As consequências das chuvas também seguem afetando os serviços de telecomunicações em todo o estado, dificultando inclusive os trabalhos de resgate. Clientes da operadora TIM de 63 cidades estão sem aproximação à telefonia e internet. Usuários da Vivo de 46 municípios também não conseguem acessar os serviços. Já a Simples enfrenta problemas em 19 localidades.

Para tentar minimizar os problemas de conectividade, no meio da semana, as três operadoras liberaram o roaming entre si. Com isso, os clientes de qualquer uma das três podem acessar, temporariamente, a rede das outras duas companhias, conforme a disponibilidade do sinal.

Chuvas bloqueiam 68 rodovias estaduais

As chuvas que atingem o estado também provocam danos e alterações no tráfico nas rodovias estaduais gaúchas. Até a noite desta sexta-feira (3), ao menos 128 trechos de 68 rodovias estavam totalidade ou parcialmente bloqueados, incluindo estradas e pontes.

Com rodovias bloqueadas e extensas áreas alagadas, muitas comunidades se encontram isoladas e as equipes de socorro enfrentam dificuldades para resgatá-las. Ontem (3), o coordenador da Resguardo Social de Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Prazenteiro, estendeu o pedido de ajuda a voluntários que possuam embarcações a motor.

“Estamos em um momento de muita dificuldade para socorrer as pessoas que ainda estão ilhadas em várias partes da cidade”, explicou João Ferreira. “Venho pedir ajuda; [fazer] um pedido de socorro para Eldorado do Sul. Por obséquio, precisamos de barcos a motor; de botes a motor; de ajuda. Para que possamos retirar as pessoas que estão ilhadas, que estão em cima dos telhados. Precisamos da ajuda daqueles que tiverem condições de vir a Eldorado nos ajudar”, acrescentou o coordenador da Resguardo Social municipal.

Hoje (4), foi a vez da prefeitura de Canoas usar as redes sociais para fazer o mesmo pedido. “A Resguardo Social [municipal] precisa de doações de barcos e voluntários aptos a operá-los. Muitos moradores necessitam com urgência dos resgates”, informou o Executivo lugar, que também pediu contribuições via PIX (chave, e-mail: sos@canoas.rs.gov.br) para as vítimas das enchentes. “Todo o valor arrecadado será usado para fornecer abrigo, vitualhas, roupas e outros itens essenciais para as famílias afetadas por esta tragédia”, garantiu.

Evento climatológico extremo

A chuva não deve dar trégua neste sábado (4). O Instituto Pátrio de Meteorologia (Inmet) publicou novo alerta de transe de chuvas intensas para o Rio Grande do Sul e a região sul de Santa Catarina.

De combinação com o órgão, há riscos de alagamentos, descargas elétricas, quedas de galhos de árvores e cortes de robustez elétrica. Tapume de 600 municípios podem ser afetados, entre eles, a região metropolitana de Porto Prazenteiro. Em Santa Catarina, devem ser afetadas a Grande Florianópolis, o Vale do Itajaí e as regiões oeste e sul do estado.

O nível do Rio Guaíba bateu todos os recordes em meio às inundações e se aproxima pela primeira vez de chegar à marca de 5 metros, mostra o último boletim do Meio Integrado de Coordenação de Serviços (Ceic), da Prefeitura de Porto Prazenteiro.

Segundo o balanço, divulgado às 5h49 deste sábado (4), o Guaíba já atingiu um nível de 4,96 metros. A situação é considerada de alerta quando o nível da chuva chega à marca de 2,5 metros.

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