A COP28 realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, terminou porquê terminaram as anteriores: com somente uma conclamação à redução dos combustíveis fósseis; mas se retirou a sentença “eliminação progressiva” do uso do petróleo,o que deixa o campo lhano para o seu uso e exploração. Importa notar que os presidentes dos países mais decisivos nesta temática, dos USA e da Rússia, não se fizeram presentes. No entanto aumentou o número de lobistas das empresas de petróleo, gás e carvão.
Porquê notou uma crítico brasileira (Cora Rónai), “esta COP28 é um tapa na rostro da Humanidade, uma gozação com quem de roupa se preocupa com os efeitos das nossas ações sobre o planeta”(O Orbe,7/12,segundo caderno,8). Efetivamente os milhares lá presentes não mostraram a sensibilidade necessária para o drama que
significará o aumento do aquecimento do planeta, beirando, dentro de pouco, a dois graus Celsius ou mais. O lucro das empresas, a lógica sistêmica da competição sem qualquer laivo de cooperação efetiva, o continuado assalto aos bens e serviços naturais, a flexibilização das leis que limitam as intervenções na natureza e o esgotamento dos controles legais em sociedade dominadas pelo sistema neoliberal-capitalista, fazem com que não se mude de rumo, no sumo, façam-se correções internas ao sistema,que são porquê uma espécie de band-aids em cima das feridas sem que se ataquem as causas delas.
Mantido o sistema do capital com sua dinâmica insaciável e sua cultura cobrindo todas as esferas e mais ainda a “Grande Transformação”(Polaniy) de uma sociedade com mercado para uma sociedade de totalidade mercado, tendencialmente tornarão o planeta inabitável. Já há anos o geneticista francesismo Albert Jacquard (J’acuse l’économie triomphante,1986) notava o caráter suicida do sistema numulário, sua pulsão de morte, pois se fundíbulo sobre a exaustão das condições que garantem vida, das quais motor é a competição que devora sem piedade seus concorrentes sempre na perspectiva de mais ganhos monetários.
Talvez esta pequena história vinda do Iraque, destruído por Bush e aliados numa guerra injusta, a partir de 2003, nos possa iluminar acerca dos riscos que se apresentam à nossa frente.Conta-se que “um soldado da antiga Bassora, na querra contra o Iraque, devastada pelo tropa norte-americano, referto de pânico, foi ao rei e lhe disse:”Meu Senhor, salva-me, ajuda-me a fugir daqui; estava na terreiro do mercado e encontrei a Morte vestida toda de preto que me mirou com um olhar mortal; empresta-me seu cavalo real para que possa percorrer depressa para Samara que fica longe daqui; temo por minha vida se permanecer na cidade”.
O rei fez-lhe a vontade. Mais tarde o rei encontrou a Morte na rua e lhe disse:” O meu soldado estava apavorado; contou-me que te encontrou e que tu o olhavas de forma estranhíssima”. “Oh não”, respondeu a Morte, “o meu olhar era somente de estupefação, pois me perguntava porquê esse varão iria chegar a Samara que fica tão longe
daqui, porque o esperava esta noite lá. De roupa o encontrou-o de noite lá e deu-lhe o amplexo da morte”.
Esse raconto se aplica ao atual momento. Entrevemos a morte, o término de nosso tipo de mundo assente na superexploração da natureza.Mas não diminuímos a aceleração do propagação interminável, mesmo que a ciências nos garantam que já tocamos os limites suportáveis da Terreno e que ela não aguenta mais. A voracidade consumista dos países opulentos, geralmente situados no Grande Setentrião, está exigindo mais de uma Terreno e meia para atender as suas demandas.
Temos pouco tempo e menos ainda sabedoria. Inauguramos já a novidade tempo da Terreno, em ebulição e superaquecida (o antropoceno, o necroceno e o piroceno). Os próprios climatólogos, em sua maioria, se transformaram em tecnofatalistas e resignados. A ciência e a técnica, testemunham, chegaram atrasadas demais. Não podemos mais estagnar o novo curso da Terreno em aquecimento. Podemos, sim, informar a humanidade pela chegada cada vez mais frequente dos eventos extremos e mitigar seus efeitos danosos, mas nos escapa a possibilidade de evitá-los.
As consequências para a inteira humanidade, particularmente para os países insulares do Pacífico, ameaçados de desvanecer e especificamente para os mais desassistidos e pobres serão de sisudez, maior ou menor, dependendo das regiões. Mas milhares serão vítimas, deverão homiziar, pois seus territórios se tornaram
demasiadamente quentes, quebraram-se as safras, campeia a rafa e a sede, crianças e idosos não conseguem se ajustar e acabam morrendo. Tais fenômenos obrigarão os planificadores a redefinir o traçado das cidades, em pessoal, as situadas às margens dos oceanos cujas águas subirão significantemente.
Sirvam-nos exemplos corriqueiros. Uma vez lançada, uma ogiva nuclear,vinda de grande profundeza, já não pode ser detida. Rompidos os diques da mineradora Vale em Brumandinho-MG, torna-se impossível estagnar a avalanche de milhares de toneladas de dejetos,barro e chuva que, criminosamente, vitimaram 172 pessoas e arrasaram a região.
É o que está ocorrendo com a Terreno. A “colônia” humana em relação ao organismo-Terreno está se comportando porquê um grupo de células cancerígenas. Num oferecido momento, perderam a conexão com as outras células, começam a se replicar caoticamente, a invadir os tecidos circundantes, a produzir substâncias tóxicas que acabam por envenenar todo o organização. Não fizemos isso, ocupando 83% do planeta?
O sistema econômico e produtivo se desenvolveu já há três séculos sem tomar em conta sua compatibilidade com o sistema ecológico. Hoje, tardiamente, nos damos conta de que ecologia e modo industrialista de produção que implica o saque sistemático da natureza são contraditórios. Ou mudamos ou chegaremos à Samara, onde nos
espera um pouco sinistro.
Todos estes problemas exigiriam uma governança global,para pensar globalmente soluções globais. Não amadurecemos ainda para esta exigência evidente. Continuamos vítimas do soberanismo obsoleto de cada pátria e, desta forma, cegos, engrossamos o cortejo daqueles que caminham na direção da vala generalidade.Oxalá despertemos a tempo.