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Apreensão de menores no RJ: Barroso determina que PGR e MPRJ se manifestem

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 29/12/2023 às 06:41 · Atualizado há 6 dias

Por Nicolás Satriano

O presidente do Supremo Tribunal Federalista (STF), ministro Luís Roberto Barroso, determinou ontem, quinta-feira (28), que a Procuradoria-Universal da República e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) devem se manifestar sobre a mortificação de menores no RJ.

No último dia 22, o ministro já havia solicitado esclarecimentos ao presidente do Tribunal de Justiça fluminense (TJRJ), desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, acionado no Supremo pela Defensoria Pública estadual (DPRJ) dois dias antes.

O caso envolve a mortificação de crianças e adolescentes nas praias do Rio durante a Operação Verão, da prefeitura e do governo estadual. A estratégia do poder público consiste em apreender menores – mesmo os que não sejam flagrados cometendo atos infracionais – e levá-los para delegacias, para “inquirição”.

O recolhimento dos menores nessas circunstâncias chegou a ser proibido por decisão da 1ª Vara da Puerícia, da Juventude e do Idoso, mas, a pedido do governo e da prefeitura, o presidente do TJRJ derrubou a ordem alegando ingerência da Justiça na gestão pública.

No despacho de ontem, Barroso deu 48 horas para que o MPRJ e a PGR sejam intimados e se manifestem sobre o pedido da DPRJ e sobre as informações apresentadas pelo presidente do TJRJ.

LEIA TAMBÉM: CNJ abre investigação contra juíza que proibiu mortificação de crianças e adolescentes

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