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além de Moro, integrantes do TRF4 são alvo do CNJ

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/04/2024 às 07:02 · Atualizado há 4 dias

A investigação que o Recomendação Pátrio de Justiça (CNJ) está fazendo nos processos e atos da 13ª Vara Federalista de Curitiba, da era da operação Lava Jato, e também na instância superiores ligada a ela, o Tribunal Regional Federalista da 4ª Região, encontrou indícios de crimes. O órgão está concluindo a correição nos dois tribunais, com o objetivo de verificar irregularidades cometidas quando Sergio Moro era o juiz titular.

A apuração, que deveria ser unicamente de desvios administrativos, encontrou pistas de crimes porquê peculato, prevaricação e apropriação indébita na suposta destinação indevida de recursos arrecadados com multas, indenizações e acordos de delação no contexto dos processos da antiga Operação Lava Jato. A informaçãofoi dada em primeira mão pelos jornalistas Andréia Sadi e Reynaldo Turollo Jr, no G1, e confirmada pelo ICL Notícias.

A geração por segmento do ex-procurador Deltan Dallagnol da instalação que teria bilhões de reais em recursos originados em multas pagas pela Petrobras é um dos principais alvos do CNJ. A entidade foi usada para dar aspecto permitido à gestão indevida de recursos, que já vinha sendo feita.

Os principais responsáveis pela ilegalidade seriam Sergio Moro e sua sucessora Gabriela Hardt. A grande novidade é que também os desembargadores do TRF4 que confirmaram as sentenças da Lava Jato podem ser responsabilizados, porquê informou a jornalista Daniela Lima, da Globonews.

Há previsão de que o resultado da correição seja levado ao plenário do CNJ em abril para verosímil emprego de sanções administrativas. Já os indícios de crimes devem ser enviados para o Ministério Público Federalista determinar se denuncia os suspeitos.

Plenário do CNJ deve analisar em abril a correição feita na vara da Lava Jato

Plenário do CNJ deve indagar em abril a correição feita na vara da Lava Jato

Gestão caótica da Lava Jato

O resultado parcial da correição extraordinária, divulgado em agosto de 2023, já demonstrava a totalidade desordem na 13ª Vara. O corregedor do CNJ concluiu que houve  “gestão caótica” no controle de valores oriundos de acordos de colaboração e de leniência firmados com o Ministério Público e homologados pelo portanto juiz Sergio Moro.

Por meio desses acordos, o grupo de procuradores de Curitiba recolheu e repassou à Petrobras R$ 2,1 bilhões entre 2015 e 2018, com autorização da 13ª Vara Federalista, a título de ressarcimento pelos desvios praticados.

O relatório final mostrou ainda que não foi feito inventário para indicar onde foram guardados todos os itens apreendidos, porquê obras de arte, e não foi verosímil identificar uma série de bens e recursos, entre eles os confiscados no exterior.

 

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