Em meio ao julgamento dos Estados Unidos contra o ditador venezuelano Nicolás Maduro por suposta relação com o narcotráfico, o governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), insiste em chamar o PT de “narcoafetivo”.
tentativa deliberada de manipulação da opinião pública por meio de notícias falsas
— O vice-governador da gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) associou o PT ao crime organizado em uma lista de cinco episódios. O partido diz que se trata de .
Segundo Ramuth, um dos motivos pelos quais ele chama o PT de “narcoafetivo” é o fato de os parlamentares terem votado contra o “PL Antifacção”. O projeto foi relatado pelo ex-secretário de Segurança de Tarcísio, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP).
Um dos motivos alegados por petistas para se opor ao projeto era que o governo teria um processo muito parecido em tramitação no Congresso.
Outro ponto que desagradou aos petistas é a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas, o que segundo os críticos, poderia abrir brecha para intervenções do governo de Donald Trump no Brasil. Esse trecho acabou ficando de fora do projeto.
promove e defende a saidinha de presos
— Segundo o governador em exercício, o PT . Em 2024, Lula vetou o fim da saidinha e o veto foi derrubado pelo Congresso.
O projeto de lei sobre o fim da saidinha também foi relatado por Derrite. Na ocasião, o então secretário de Tarcísio de Freitas foi exonerado do cargo para relatar o texto na Câmara dos Deputados, e depois retornou ao cargo.
Ramuth também usou uma fala pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para classificar o PT como “narcoafetivo”.
A principal liderança afirmando que traficante é vítima de usuário
— disse Ramuth.
Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também
— Ele se refere a uma fala de outubro, na Indonésia, quando Lula comentou a guerra às drogas na América Latina promovida por Trump. , disse o presidente na ocasião.
acessa livremente locais do Brasil que nem a polícia tem acesso
— O vice-governador de SP também trouxe à tona a uma polêmica antiga, empreendida pela direita nas eleições de 2022. Ramuth disse que o PT .
Durante as eleições em que Lula venceu Jair Bolsonaro (PL), o candidato petista foi criticado por ter feito uma agenda no Complexo do Alemão, área controlada pela facção Comando Vermelho.
Ministros e presidente dividindo palanque com o crime organizado
— Ramuth também lembrou de uma agenda do governo federal na Favela do Moinho, no centro da capital paulista. , disse o vice de SP.
Ramuth se referia à visita de Lula à Favela do Moinho, em junho do ano passado. Na ocasião, três mulheres líderes comunitárias dividiram o palanque com o presidente. Entre elas, Alessandra Moja, presa no último dia 8/9 na Operação Sharpe, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do MPSP.
A primeira vez que Ramuth se referiu ao PT com esse termo foi na segunda-feira (5/1), dois dias após ao ataque norte-americano contra a Venezuela, que deteve Maduro. Em agenda na zona sul da capital, ele comentou sobre a possibilidade de São Paulo receber imigrantes venezuelanos e emendou as críticas ao partido de Lula.
Eu acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas que estão na fronteira a retornar ao seu país, onde ele [o cidadão venezuelano] vai poder desfrutar de liberdade e vai deixar de ter aquele Estado narcoafetivo, como o PT que nós temos aqui no nosso país. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo. Assim como a gente tinha o regime na Venezuela narcodependente
— disse o político.
No dia seguinte, o PT comunicou em nota que iria entrar com uma ação judicial contra o vice-governador de São Paulo. Depois, Ramuth listou essas cinco motivações para ter chamado o partido de “narcoafetivo”.
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