O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que é ele quem está no comando da Venezuela, em meio às dúvidas sobre quem realmente governará o país após a captura de Nicolás Maduro.
Antes disso, o presidente citou, pela primeira vez, um grupo do alto escalão do governo norte-americano que participa das decisões sobre o país vizinho. Segundo ele, estão envolvidos o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance. Trump disse que cada um deles tem “especialidades diferentes” nesse processo.
No sábado (3/1), dia em que Maduro foi capturado e Caracas foi alvo de ataques, Trump afirmou, em coletiva, que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela após a captura do presidente até a formação de um novo governo. Ele também disse que pretende controlar as reservas de petróleo do país.
Trump relacionou a permanência norte-americana na Venezuela à exploração dos recursos energéticos, sobretudo o petróleo. Segundo ele, o produto teria sido apropriado ilegalmente por governos anteriores e pelo regime de Nicolás Maduro.
Também conseguimos apreender o petróleo venezuelano para trazer para o solo americano porque eles retiraram isso, eles fizeram, eles roubaram bilhões de dólares no nosso petróleo. Nunca tivemos um presidente que tenha decidido fazer algo com o respeito. Eles lutaram guerras a milhares de quilômetros de distância e nós que construímos a indústria petrolífera na Venezuela com o nosso talento, com o nosso trabalho, deixamos que um exílio socialista roubasse durante esses governos anteriores e roubassem usando a força
— disse.
Ofensiva norte-americana em solo venezuelano foi realizada neste sábado (3/1)
A vice de Maduro, Delcy Rodríguez, tomou posse nesta segunda-feira (5/1) como presidente interina da Venezuela. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Supremo de Justiça e reconhecida pelas Forças Armadas, que a mantêm no cargo por 90 dias para garantir a continuidade administrativa e a defesa da nação.
Venho com profunda tristeza pelo sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Unamo-nos como uma só nação para fazer a Venezuela avançar nestes momentos terríveis que ameaçam a estabilidade e a paz do país
— Durante o juramento, Rodríguez afirmou: .
Ela disse ainda que assume “com dor”, mas “com honra”.
Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que Delcy poderá enfrentar consequências caso não coopere com Washington.
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