Neste mês de junho, dois países da América do Sul vizinhos ao Brasil vão decidir se querem ser governados pela direita ou pela esquerda nos próximos anos: Peru, neste domingo (7/6), e Colômbia, em 21 de junho.
Impacto nas eleições brasileiras
Em ambos, as últimas eleições presidenciais foram vencidas pela esquerda. Mas agora, os candidatos da direita são favoritos após terminarem o primeiro turno na frente.
Caso a esquerda saia vencedora, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode sentir um alívio por manter algum aliado ideológico na região.
Vitória da esquerda pode não afetar a situação do Lula
No caso do Peru, as últimas eleições, de 2021, foram vencidas pelo dirigente sindical Pedro Castillo, que foi destituído do cargo e preso após tentar dissolver o Congresso no fim de 2022.
O país vive uma duradoura instabilidade política, com uma sequência de presidentes que foi da vice de Castillo, Dina Boluarte, a membros do Congresso de diferentes correntes ideológicas.
Movimentos políticos na região
No domingo, a direitista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, tenta pela quarta vez se tornar presidente.
Já a Colômbia vai decidir no fim do mês se dará continuidade ao projeto político de Gustavo Petro, ex-guerrilheiro que fez história ao se tornar o primeiro presidente de esquerda do país, ao vencer as eleições de 2022.
Como os resultados dessas duas eleições podem influenciar os rumos da região e o que elas sinalizam sobre o estado atual das sociedades sul-americanas?