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PL da Dosimetria: saiba o que acontece após o veto de Lula à proposta que reduz penas de B

Lula assina veto integral ao PL da Dosimetria em evento de defesa da democracia

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 12:25 · Atualizado há 2 horas
PL da Dosimetria: saiba o que acontece após o veto de Lula à proposta que reduz penas de B
Foto: Reprodução / Arquivo

Lula assina veto integral ao PL da Dosimetria em evento de defesa da democracia

Com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que pode reduzir as penas de dois crimes de condenados por atos golpistas termina no dia 12 de janeiro, o tema agora volta ao Congresso, que vai avaliar se deve ou não ser mantida a decisão do chefe do Poder Executivo.

A proposta rejeitada por Lula poderia beneficiar os envolvidos diretamente com a destruição das sedes dos Três Poderes, que completa três anos no próximo dia 8.

Também pode viabilizar punições mais brandas para os condenados por participação na organização criminosa que tramou o golpe de Estado em 2022 – entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para derrubar o veto, é preciso o voto de 257 deputados e 41 senadores, em sessão conjunta. Se isso ocorrer, a proposta entra em vigor.

Em paralelo, o texto já é alvo de uma ação de parlamentares no Supremo para barrar o andamento.

Além disso, se virar lei, pode ter a validade questionada no tribunal.

O g1 explica o que diz o projeto e o que pode acontecer agora (clique no link para seguir ao conteúdo).

A Câmara e o Senado aprovaram, no fim do ano passado, o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus do "núcleo crucial" da trama golpista, além de envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O presidente Lula vetou integralmente o texto. Ou seja, a proposta não vai virar lei, não entrou em vigor.

Com o veto, o tema volta a ser apreciado pelo Poder Legislativo.

Deputados e senadores vão decidir se mantêm ou derrubam o veto. Para derrubar, precisam do apoio de 257 deputados e 41 senadores.

Se o veto for derrubado, a proposta se torna lei após a promulgação, que pode ser feita pelo presidente da República ou presidente do Senado, se o chefe do Executivo não fizer.

Se a proposta entrar em vigor - por exemplo, em caso de derrubada de veto - pode ser alvo de questionamentos de partidos políticos, entidades de classe, Procuradoria-Geral da República e do próprio governo.

Estes são alguns dos agentes autorizados pela Constituição a entrar com ações no Supremo questionando a validade de leis.

Se o tema parar no Supremo, caberá aos ministros decidir se a norma está de acordo com a Constituição. Se não estiver, a lei é anulada.

Sim. Um mandado de segurança apresentado por líderes do PT, PSB, PCdoB e PSOL da Câmara contestou a tramitação do projeto.

Eles consideraram que houve irregularidades a tramitação no Senado:

Se considerar que o andamento foi irregular, o STF pode suspender o andamento do projeto.

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