Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, se pronunciou após a repercussão recente envolvendo o passaporte encontrado da filha, documento que voltou a ser citado e acabou viralizando. Em um texto divulgado nas redes sociais, ela falou sobre a dor provocada pela retomada do assunto e o impacto emocional causado pela nova exposição do caso.
No pronunciamento, Sonia afirmou que se manifesta a partir de um lugar de profunda dor e exaustão emocional. Ela relembrou que a filha está morta e destacou que essa é uma realidade que carrega diariamente, marcada por uma saudade constante e difícil de suportar. Segundo a mãe, cada nova exposição relacionada ao caso reabre feridas e amplia o sofrimento vivido pela família.
“Em relação à matéria publicada ontem sobre o passaporte da minha filha, que acabou viralizando, tudo o que tenho a dizer, neste momento, vem de um lugar de profunda dor e exaustão emocional. Dói constatar que ainda existam profissionais da imprensa que escolham ignorar a sensibilidade, a ética e a responsabilidade, deixando de investigar os fatos com seriedade e de publicar uma matéria honesta e verdadeira.
Aprendi, da forma mais dura possível, que não se pode esperar humanidade, respeito ou atitudes profissionais de pessoas pequenas diante de uma dor que elas nunca precisaram sentir.
Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa.
E, mesmo assim, dói ainda mais ver a imagem da minha filha sendo usada como se fosse um instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama. Cada exposição desnecessária reabre a ferida, aumenta o vazio e transforma a saudade em revolta. Minha filha tinha uma história, sonhos, um sorriso, e não pode ser reduzida a uma manchete fria.
A história divulgada está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam. Não acredito que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes – elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento.
Neste momento, escolho me manter em silêncio para tentar sobreviver à saudade, para tentar respirar em meio à dor e preservar o pouco de paz que ainda consigo reunir para mim e para minha família. Mas tenham certeza: vou exigir das autoridades todas as respostas que ainda não foram dadas.
Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça.”
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