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Patriotismo do boné de Lula polariza com ex-falecida Odete

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 18/10/2025 às 13:28 · Atualizado há 1 semana
Patriotismo do boné de Lula polariza com ex-falecida Odete
Foto: Reprodução / Arquivo

Em um contraponto à síndrome de vira-lata da vivíssima Odete Roitman (Débora Bloch), reacionária que odeia o país, a novela “Vale Tudo” incorporou o patriotismo do boné do presidente Lula — “O Brasil é dos brasileiros” — em um papo de pai e filho no fim do teledrama global.

Foram menos de dois minutos de prosa nacionalista diante do deboche permanente de 173 dias de uma senhora Roitman afiadíssima, sempre com a sua com sua retórica cínica que mimetizou a fala da direita brasileira — a mesma turma dos super ricos que paga menos impostos que uma professora da periferia de São Paulo.

As frases de Odete, com uma prosódia grã-fina ao modo Nelson Rodrigues, foram o ponto alto do remake de Manuela Dias, diga-se. Falo apenas do estilo de linguagem, pois o cronista e dramaturgo pernambucano, apesar de declaradamente reaça, não suportava ouvir falar mal do Brasil — era 100% patriota.

Voltemos ao contraponto progressista do último capítulo. Repare na reflexão do veterano jornalista Bartolomeu (Luís Melo), no diálogo com o filho Ivan (Renato Góes):

“A gente nasceu no maior país do mundo. A gente precisa ajudar este país a ser tudo o que ele pode ser. Quando eu fico pensando que o Brasil é bom em tanta coisa. Eu não estou falando só de natureza ou na quantidade de recursos. É a quantidade de comida que a gente exporta. Na produção de energia limpa. O Brasil exporta avião, exporta futebol, música, cinema. E marketing. Não tem uma agência de propaganda no mundo que não tenha um brasileiro. E, na maioria das vezes, nordestino, viu?”

Ivan não deixa a bola quicar e faz um samba exaltação ao SUS, comparando com o que acontece na terra de Donald Trump:

“Sem falar do sistema de saúde do Brasil. Se você for nos Estados Unidos e quebrar uma perna, por exemplo, e não tiver dinheiro para pagar a ambulância, você não chega nem no hospital, pai. Uma ambulância custa US$ 400. O que é isso? R$ 2.400”.

A ficção, em novela de tv ou em um romance literário, não tem compromisso algum com a realidade política, mesmo quando se propõe a discutir a ética nos costumes de um país. Esse sopro, pelo menos, foi um “tá, meu bem” nacionalista diante do massacre burguês e entreguista da ex-falecida Odete.

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