A Justiça mandou soltar o presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, Ubiratan Antonio da Cunha, que atuava na Zona Leste de São Paulo e estava detido desde abril de 2025.
Além dele, um dos sócios da empresa, Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiú, também tem ordem de soltura.
A decisão é do juiz Antonio Carlos Costa Pessoa Martins, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
As prisões foram convertidas em medidas cautelares. Os dois ficam proibidos de se aproximar da sede da empresa ou entrar em contato com testemunhas.
Ubiratan Antonio da Cunha, presidente afastado da empresa de ônibus UPBus — Foto: Reprodução/TV Globo
A Justiça mandou soltar o presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, Ubiratan Antonio da Cunha, que atuava na Zona Leste de São Paulo e estava detido desde abril de 2025. Além dele, um dos sócios da empresa, Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiú, também tem ordem de soltura.
A decisão é do juiz Antonio Carlos Costa Pessoa Martins, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
As prisões foram convertidas em medidas cautelares. Os dois ficam proibidos de se aproximar da sede da empresa ou entrar em contato com testemunhas.
O juiz considerou que as prisões preventivas se alongaram demais. Alexandre estava preso há quase dois anos e Ubiratan, há mais de um. Ele manteve, no entanto, a prisão preventiva de Silvio Luís Pereira, o Cebola, e de Décio Gouveia Luiz, o Decio Português, que estão foragidos.
O Ministério Público informou que vai recorrer da decisão.
Ubiratan havia se entregado na delegacia do Itaim Paulista. Ele responde a um processo por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A reportagem tenta contato com a defesa dele.
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Segundo a investigação, a lavagem era feita por meio da empresa de ônibus então presidida por ele e que foi alvo de intervenção da Prefeitura de São Paulo após uma operação do Ministério Público de São Paulo.
A empresa teve o contrato rompido com a SPTrans em processo que começou em dezembro de 2024. Junto com a Transwolff, as duas empresas foram proibidas pela gestão Ricardo Nunes (MDB) de prestarem serviço público na cidade em janeiro.
Ubiratan já havia sido preso outras duas vezes: no dia 9 de abri de 2024, quando a operação foi deflagrada, mas foi solto em 04 de junho de 2024, alegando problemas de saúde. Foi preso novamente em 20 de dezembro de 2024 e solto em 2 de janeiro de 2025.
As empresas Transwolff e UPBus foram alvo de processo administrativo — Foto: Acervo Pessoa/Divulgação
Em 19 de fevereiro, a prefeitura negou o último recurso apresentado pelas empresas Transwolff e UPBus no processo administrativo contra o encerramento do contrato delas de transporte de passageiros. Com isso, os contratos foram rompidos.
Juntas, elas atendiam a mais de 600 mil passageiros por dia nas Zonas Sul e Leste da capital. A Transwolff era responsável por 142 linhas de ônibus da Zona Sul, com 1.146 veículos que transportavam uma média de 583 mil passageiros por dia. Já a UPBus tem frota de 158 ônibus que atendia 13 linhas e transportava 73 mil passageiros por dia na Zona Leste.
Microônibus da empresa UPBus, que operava na Zona Leste de São Paulo — Foto: Divulgação/UPBus
As linhas operadas pelas empresas já estavam sob intervenção municipal por, segundo a prefeitura, não cumprirem integralmente os contratos. Em dezembro de 2024, a gestão municipal deu início aos processos para romper os contratos. No final de janeiro, a prefeitura já tinha proibido as duas de operarem linhas de ônibus na capital.
De acordo com o relatório de uma auditoria da prefeitura, a Transwolff perdeu as condições financeiras de continuar operando. Em relação à UPBus, o que motivou a ação da prefeitura foi o fato de a empresa ter como sócios líderes acusados de ligação forte com o PCC.
A suspeitas de que o crime organizado estava infiltrado no transporte público de São Paulo vêm desde os anos 1990, quando parte do sistema era operado por perueiros clandestinos, que faziam o trajeto entre os bairros mais afastados e os terminais de ônibus.
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