A Corte de Apelação de Roma, na Itália, negou nesta terça-feira (10/2) o pedido da defesa da ex-deputada Carla Zambelli para trocar os juízes responsáveis por analisar o seu processo de extradição. A defesa da ex-parlamentar alega “evidências de parcialidade” no colegiado.
Com a decisão, a Corte julga o mérito do pedido de extradição nesta quarta-feira (11/2).
Zambelli cumpre detenção em Roma. Ela foi condenada no Brasil em dois processos, ambos com trânsito em julgado — ou seja, quando não cabe mais apresentação de recurso. São eles:
Após a condenação sobre a invasão ao sistema do CNJ, Zambelli se mudou para a Itália. Após a fuga do país, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão preventiva da ex-parlamentar.
O pedido foi acolhido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também determinou a inclusão do nome de Zambelli na lista vermelha da Interpol, usada para localizar e prender foragidos internacionais.
Em 29 de julho Zambelli foi presa em um apartamento em Roma. A prisão foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que apontou “grave risco de fuga” caso a parlamentar permanecesse em liberdade.
O governo brasileiro apresentou ainda um pedido de extradição da brasileira à justiça italiana, que ainda analisa a solicitação.
Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a votação da Câmara dos Deputados que rejeitou o pedido de cassação e manteve o mandato parlamentar de Zambelli. Em uma maneira de burlar a cassação, a ex-deputada renunciou ao mandato na Câmara.
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