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Consumir café diariamente pode reduzir o risco de demência, diz estudo

O consumo moderado de cafeína pode estar associado a menor risco de desenvolver demência e a um declínio cognitivo mais lento ao longo dos anos. É o que indi...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/02/2026 às 15:00 · Atualizado há 1 semana
Consumir café diariamente pode reduzir o risco de demência, diz estudo
Foto: Reprodução / Arquivo

O consumo moderado de cafeína pode estar associado a menor risco de desenvolver demência e a um declínio cognitivo mais lento ao longo dos anos. É o que indica um estudo publicado segunda-feira (9/2) no periódico JAMA, que acompanhou quase 132 mil pessoas por até quatro décadas.

Os participantes que relataram maior ingestão de cafeína apresentaram risco cerca de 18% menor de desenvolver demência em comparação com aqueles que consumiam pouca ou nenhuma quantidade.

A análise envolveu homens e mulheres acompanhados desde a década de 1980 em grandes estudos populacionais voltados à saúde.

O consumo de cafeína foi estimado pelos pesquisadores do Hospital Mass General Brigham, de Boston, por meio de questionários alimentares aplicados regularmente, nos quais os participantes informavam a frequência com que consumiam café, chá e outras fontes da substância. Ao longo do acompanhamento, cerca de 11 mil pessoas desenvolveram demência.

Parte dos participantes respondeu perguntas sobre memória, atenção e outras habilidades cognitivas. Cerca de 17 mil voluntários também realizaram testes cognitivos periódicos por telefone, permitindo aos pesquisadores acompanhar possíveis mudanças ao longo do tempo.

Os resultados indicaram que pessoas que consumiam café ou chá com cafeína tiveram desempenho ligeiramente melhor em algumas avaliações cognitivas em comparação com quem consumia menos.

Já o café descafeinado não apresentou a mesma associação, o que reforça a hipótese de que a cafeína possa ter papel relevante nesse efeito.

Os benefícios observados foram mais evidentes entre pessoas que consumiam cerca de duas a três xícaras de café ou uma a duas xícaras de chá por dia.

Quantidades maiores não trouxeram vantagens adicionais claras, sugerindo que o equilíbrio pode ser mais importante do que o consumo elevado.

Os pesquisadores destacam ainda que a cafeína não substitui outros fatores importantes para a saúde do cérebro, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle de doenças crônicas e estímulo cognitivo.

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Apesar dos resultados, o estudo é observacional e não permite afirmar que a cafeína seja a responsável direta pela redução do risco de demência. Outros aspectos do estilo de vida, histórico familiar e condições de saúde também podem influenciar os resultados, mesmo com ajustes estatísticos.

Segundo o principal autor do artigo Yu Zhang, a associação foi semelhante entre pessoas com maior ou menor predisposição genética à demência.

Os autores ressaltam que novos estudos são necessários para entender melhor os mecanismos envolvidos e confirmar se existe relação causal entre o consumo de cafeína e a proteção cognitiva ao longo do envelhecimento.

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