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Castelo de José Rico: decisão judicial abre caminho para leilão de área total de mansão de

A Justiça do Trabalho determinou penhora da área total do castelo do cantor sertanejo José Rico, que está avaliado em R$ 15,1 milhões. Na prática, a medida a...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 05:35 · Atualizado há 7 horas
Castelo de José Rico: decisão judicial abre caminho para leilão de área total de mansão de
Foto: Reprodução / Arquivo

A Justiça do Trabalho determinou penhora da área total do castelo do cantor sertanejo José Rico, que está avaliado em R$ 15,1 milhões. Na prática, a medida abre caminho para um leilão de toda a mansão.

A medida ocorre para pagamento de dívidas trabalhistas deixadas pelo músico, que morreu em 3 de março de 2015, aos 68 anos.

O imóvel, que fica Estrada Municipal LIM-486, às margens da Rodovia Anhanguera (SP-330), em Limeira (SP), conta com mais de 100 quartos e uma área total de 48 mil metros quadrados.

Castelo que era do cantor José Rico, em Limeira — Foto: Arquivo pessoal

Após fracassar em tentativas anteriores de leiloar parte do castelo do cantor sertanejo José Rico, a Justiça do Trabalho determinou a penhora da área total do imóvel, que está avaliado em R$ 15,1 milhões. Na prática, a medida abre caminho para um leilão de toda a mansão.

🔎 A penhora é utilizada para bloquear bens de devedores para garantir o pagamento de dívidas. O bem ainda é do devedor, mas fica preso ao processo. Após a penhora, o imóvel pode ser leiloado ou repassado ao credor para quitação da pendência.

A medida ocorre para pagamento de dívidas trabalhistas deixadas pelo músico, que morreu em 3 de março de 2015, aos 68 anos.

O imóvel, que fica Estrada Municipal LIM-486, às margens da Rodovia Anhanguera (SP-330), em Limeira (SP), conta com mais de 100 quartos e uma área total de 48 mil metros quadrados.

ARQUIVO: em meio a impasse judicial, castelo do cantor José Rico acumula sinais de abandono

Por três vezes, foi levado a leilão uma parcela de 21% do imóvel. Essa parte é avaliada em R$ 3,2 milhões. No entanto, não houve interessados em nenhuma das tentativas.

Uma empresa chegou a fazer uma oferta de R$ 1,6 milhão pela área total do imóvel, em novembro do ano passado, mas ela foi rejeitada por ser menor que o valor de avaliação.

Ao decidir pela penhora da área total, em decisão do último dia 9 de dezembro, o juiz substituto da 2ª Vara do Trabalho de Americana (SP), Marcelo Luis de Souza Ferreira, considerou a dificuldade para venda de parte do bem.

Até esta segunda-feira (7), não havia definição sobre a realização de um novo leilão.

Fatores como crise financeira do país, alto custo da obra e ordens judiciais para leilão emperraram projetos traçados para o castelo de José Rico.

A criação de um museu para contar a história do artista e um hotel temático chegaram a ser anunciados na mansão, mas nunca saíram do papel.

Ali é meu mundo. Ali estou construindo para mim e para os meus

— Em entrevista ao cantor Michel Teló, para o Fantástico, em outubro de 2014, o cantor revelou a relação afetiva com seu castelo. , contou à época.

A seguir, entenda ponto a ponto, o que fez o recanto dos sonhos do artista chegar ao estado de abandono atual:

Um dia após a morte de José Rico, a família dele anunciou que daria continuidade à construção do castelo, que tinha sido iniciada 24 anos antes. Na ocasião, a assessoria de imprensa do sertanejo comunicou que tanto o imóvel como os demais bens pessoais dele ficariam com herdeiros.

José Rico durante entrevista a Michel Teló para o Fantástico, dentro do castelo, em 2014 — Foto: Fantástico

Nesta data, a assessoria de imprensa de Milionário e José Rico informou que o projeto da família era criar, dentro do castelo, um museu para contar a história da dupla sertaneja, com roupas, discos, fotos e objetos pessoais, além de um hotel temático.

A família com certeza tem a intenção de construir um museu junto com o hotel, inclusive já temos o nome: vai se chamar José Rico. Mas nós temos que esperar o inventário para continuar a obra

— afirmou Rose de Camargo Neves, cunhada de José Rico, à época.

ARQUIVO: Veja reportagem do Fantástico no castelo de José Rico, em outubro de 2014

Após pouco mais de dois anos da morte do cantor, familiares informaram que a crise financeira e o alto custo para finalizar a obra dificultaram a transformação do local em um espaço de homenagem ao artista.

Nesta data, a juíza Paula Cristina Caetano da Silva, da 2ª Vara do Trabalho de Americana, comunicou a penhora do imóvel.

A medida foi determinada para pagamento de dívidas trabalhistas. A ação foi movida na Justiça por um músico que trabalhou com a dupla entre 2009 e 2015 e relatou que tinha pendências a receber, como 13º salários, férias, Fungo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), descanso semanal remunerado e horas extras.

Nesta data, se encerrava a segunda tentativa de venda judicial direta do imóvel sem interessados, depois de dois leilões que também não receberam lances.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) informou ao g1 que não há previsão de novo leilão.

O órgão detalhou que foi penhorado no processo um percentual de 21,2% do imóvel, pertencente a um ex-empresário da dupla sertaneja. Essa parte é avaliada em R$ 3,2 milhões.

Imagens obtidas pelo g1 mostram mato alto, pichações, ferrugem, vidros quebrados e paredes deterioradas na mansão. Um dos portões está caído, em uma área aos fundos do imóvel. Uma piscina em formato de violão está esvaziada e com vegetação e pichações dentro e ao redor.

Um campo de futebol existente dentro do imóvel desapareceu em meio ao mato e árvores que cresceram no local.

Segundo o TRT, os responsáveis pela manutenção da mansão são os proprietários.

A Prefeitura de Limeira informou, à época, que o imóvel estava em processo de regularização fundiária, ou seja, a área já deixou de ser rural, porém ainda não tinha sido enquadrada como urbana.

Veja comparação da área da mansão de José Rico com outros castelos do mundo — Foto: g1

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