Publicidade
Capa / Última Hora

Projota reflete sobre sucesso e saúde mental: 'Depressão chegou depois que venci na vida'

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/12/2025 às 14:10 · Atualizado há 3 dias
Projota reflete sobre sucesso e saúde mental: 'Depressão chegou depois que venci na vida'
Foto: Reprodução / Arquivo

'Perder a minha mãe moldou tudo o que eu sou', diz Projota ao g1 Ouviu
Projota falou sobre curso, saúde mental e relação com a arte no g1 ouviu desta quarta-feira (10). A conversa fica disponível no g1, no YouTube, no TikTok e nas plataformas de áudio.
O rapper, que surgiu junto com nomes uma vez que Emicida e Rashid, disse que a geração dele foi "doutrinada sobre disciplina" pela primeira leva de artistas do hip-hop no Brasil.
“Minha geração não se importava com estética. Tinha que ir de chinelo nas batalhas de rima. Hoje, vejo uma juventude preta, formosa, que consegue se vestir melhor do que nossa geração. Tende-se a perceber que as coisas estão melhorando”, analisou.
Projota também disse que a temática medial das músicas dele não é de ostentar, mas refletir sobre quem ele é e quer ser.
“Minha geração falava mais sobre ser. E essa, sobre ter. É um divisor complicado, multíplice, e até originário. Não é uma sátira, mas é um indumento.”
Projota no g1 Ouviu
Rafael Peixoto/g1
O rapper contou que só sentiu que era publicado, mesmo, graças à participação no Big Brother Brasil em 2021.
"Senhorinhas me param: 'Ah, eu adorava você no BBB'. Eu falo: 'Eu duvido! Nem eu me adorava no BBB. Nem minha vó me adorou no BBB'", brincou.
Saúde mental e perda da mãe
O rapper disse que enfrentou problemas de saúde mental depois do sucesso, quando ele passou a grafar não só sobre superação, mas sobre as cobranças que encarava.
"Para um moleque que só tava na correria, não era tão difícil a vida. Quando a cobrança chegou lá na frente, a depressão chegou. Chegou depois que venci na vida".
“Terapia foi fundamental pra me entender, me perdoar pelos meus erros. Ainda mais pra gente que vem de uma geração que carregava um peso tão grande em cima do menino, que não pode chorar, não pode perder, tem que ser foda. Tinha a premência de ser muito foda. E em tudo”, afirmou o rapper.
Projota disse que a morte de sua mãe, quando ele tinha 8 anos, "moldou tudo" que ele é. Para ele, não à toa, a morte é um tema muito presente em suas músicas.
“A maioria das minhas músicas de história, alguém morre. E é originário. Um dia parei e percebi isso. Acho que quando quero fazer a história ser impactante, me lembro da minha. E a minha história começa com a perda da minha mãe. Perder minha mãe moldou tudo o que sou, uma vez que penso a vida."
Trajetória
Projota relembrou a rede de base com outros rappers, incluindo Emicida, no início da curso. Ele conta que comentou com o colega: “Eu não vi seu show porque eu estava na porta vendendo o seu CD”. Ele ainda relembrou o colaborativo "Os Três Temores” com Emicida e Rashid. “Era muito lítico pegar toda a cumplicidade que a gente tinha e botar em prática no palco.”
Para ele, o rap romântico "crescia mais rápido" e o levou mais longe, muito graças ao apelo com o público feminino.
"Eu fazia as músicas de paixão e mandava para todas as amigas que eu tinha. Conforme fui fazendo música de paixão, música de paixão sempre cresceu mais rápido. Elas se espalham mais rápido e me levam para um lugar que as outras não vão levar. Logo comecei a lucrar franqueza em algumas coisas.”
Ele disse que Anitta começou a trovar sua música “Mulher” nos shows, e que muitas pessoas começaram a procurá-lo por razão disso. Em seguida, ela o convidou para participar de seu DVD.
Projota contou que Anitta até pediu um "rap dançante", o que não era do estilo dele. Depois de um tempo, ela pediu para ouvir o rap romântico que ele tinha guardado. Era "Cobertor". "Ela ficou meia hora me mandando emoji de coração", brincou.
Projota no g1 Ouviu
Rafael Peixoto/g1

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade