Foi sepultado nesta segunda-feira (1º) o corpo de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, atacado por uma leoa em seguida invadir a jaula do bicho em um zoológico de João Pessoa, na Paraíba.
O velório ocorreu no próprio cemitério, com a presença de parentes e integrantes da assistência social que acompanharam o jovem nos últimos anos, conforme informação do g1.
Da família, somente a prima e a mãe destituída, Maria da Penha Machado, acompanharam o enterro. Maria, que é portadora de esquizofrenia, perdeu o poder familiar de todos os filhos há mais de dez anos por viver em profunda vulnerabilidade.
Gerson, que também tinha transtornos mentais, morreu no domingo (30) em seguida escalar as estruturas de proteção do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, descer por uma árvore e entrar no espaço da leoa, batizada de Leona.
Divulgado porquê "Vaqueirinho", ele acessou a dimensão sem ser visto e chegou ao território do bicho, que o atacou imediatamente. Conforme O Mundo, o laudo inicial indica mordidas no pescoço e choque hemorrágico.
Em seguida o caso, a Prefeitura abriu apuração sobre as condições de segurança do parque.
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Normas do Ibama
O lugar onde a leoa é mantida segue normas do Instituto Brasílico do Meio Envolvente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A dimensão, inclusive, é maior do que o pedido pelo órgão.
A Prefeitura de João Pessoa informou que todo o esquema de segurança foi seguido, mas o varão conseguiu burlá-lo por insistência, ao escalar uma árvore. A Secretaria de Meio Envolvente (Semam) investiga o caso.
Em seguida o incidente, o parque pontuou que em nenhum momento foi considerado sacrificar o bicho. O protocolo em casos do tipo é monitorar, calcular o comportamento e prestar cuidados especializados à leoa.