Por Lillian Sibila Dala Costa • Editado por Jones Oliveira | 06/01/2026 às 09:20
No último final de semana, a captura e deposição do presidente venezuelano Nicolás Maduro ganhou a atenção de todos os noticiários, influenciando, também, a cibersegurança: o volume de downloads de VPNs, proxies e carteiras digitais cresceu vertiginosamente no país latino, ocorrência impulsionada pelo medo após a invasão estadunidense.
Cortes de energia, explosões e falhas na internet levaram os venezuelanos a buscarem formas de contornar bloqueios e garantir segurança nas suas comunicações e transações bancárias, especialmente envolvendo criptomoedas. Levantamentos da busca por aplicativos foram feitos por organizações como a SimilarWeb e Appfigures.
A variação entre os sistemas operacionais Android e iOS não foi muito grande, com a procura estando mais relacionada à privacidade e acesso à informação. No Android, o domínio foi de apps de evasão de censura e segurança, com o topo sendo conquistado por LatLon VPN, ThetaProxy, Kontigo App, Alpha Protect VPN e Squeak Proxy.
No sistema da Apple, no entanto, embora as VPNs também tenham dominado, a busca por aplicativos de redes sociais foi grande, uma iniciativa para acompanhar os acontecimentos geopolíticos em tempo real. No topo, ficou o X (antigo Twitter), seguido do Threads, VPN - Super Unlimited Proxy e Proton VPN. A plataforma foi a que mais viu aplicativos de carteiras digitais sendo baixados, também demonstrando preocupação com a estabilidade financeira.
Não é de hoje que os venezuelanos procuram aplicativos do tipo, já que restrições ao acesso à internet datam de alguns anos no país. No início de 2025, a organização VEsinFiltro reportou o bloqueio de 40 serviços de DNS públicos, por exemplo, incluindo servidores populares, como o 8.8.8.8, da Google, e o 1.1.1.1, da CloudFlare. VPNs e plataformas como o TikTok também foram censuradas.
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