A ByteDance, controladora do TikTok, chegou a um acordo extrajudicial em um julgamento histórico sobre vício em redes sociais na noite desta segunda-feira (26).
A Meta e o Google, proprietário do YouTube, continuam sendo réus no processo.
Meta, TikTok e YouTube estão sendo julgados por causa das alegações de que suas plataformas estão alimentando uma crise de saúde mental entre os jovens.
O julgamento no Tribunal Superior da Califórnia, no Condado de Los Angeles, é um teste para milhares de outras ações buscando indenizações por danos causados pelas redes sociais.
Esse julgamento envolve uma jovem de 19 anos da Califórnia, identificada como K.G.M., que afirma ter se tornado viciada nas plataformas das empresas quando era mais nova.
A ByteDance, controladora do TikTok, chegou a um acordo extrajudicial em um julgamento histórico sobre vício em redes sociais na noite desta segunda-feira (26), informou a equipe jurídica da parte autora na terça-feira (27).
A Meta e o Google, proprietário do YouTube, continuam sendo réus no processo.
Meta, TikTok e YouTube estão sendo julgados por causa das alegações de que suas plataformas estão alimentando uma crise de saúde mental entre os jovens, enquanto o debate sobre o tempo de tela das crianças entra em uma nova fase.
O julgamento no Tribunal Superior da Califórnia, no Condado de Los Angeles, é um teste para milhares de outras ações buscando indenizações por danos causados pelas redes sociais, em uma ofensiva legal que pode enfraquecer a longa defesa jurídica das grandes empresas de tecnologia.
Esse julgamento envolve uma jovem de 19 anos da Califórnia, identificada como K.G.M., que afirma ter se tornado viciada nas plataformas das empresas quando era mais nova devido ao design que chama a atenção, de acordo com os autos do processo. Ela alega que os aplicativos alimentaram sua depressão e pensamentos suicidas e está tentando responsabilizar as empresas.
Seu processo é o primeiro de vários casos que devem ir a julgamento neste ano, focados no que os autores chamam de "vício em mídia social" entre as crianças.
Será a primeira vez que os gigantes da tecnologia terão que se defender em um julgamento sobre supostos danos causados por seus produtos, disse o advogado da autora, Matthew Bergman.
O júri decidirá se as empresas foram negligentes ao fornecer produtos que prejudicaram a saúde mental de K.G.M. e se o uso dos aplicativos foi um fator substancial para sua depressão, em comparação com outras causas, como o conteúdo de terceiros que ela visualizou nos aplicativos ou aspectos de sua vida off-line.
Um fator importante no processo é uma lei federal que isenta amplamente plataformas como Instagram e TikTok de responsabilidade legal pelo conteúdo postado por seus usuários. As empresas de tecnologia argumentam que essa lei as protege no caso de K.G.M.
Um veredito contra as redes sociais abriria uma brecha nessa defesa, que as tem protegido de processos há décadas. Mostraria que jurados estão dispostos a responsabilizar as plataformas. Segundo Bergman, o assunto provavelmente chegará à Suprema Corte, seja pelo caso de K.G.M. ou outro.
Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, deve ocupar o banco das testemunhas. A empresa argumentará no tribunal que seus produtos não causaram os problemas de saúde mental de K.G.M., disseram os advogados da Meta à Reuters antes do julgamento.
É esperado que o presidente-executivo da Snap, Evan Spiegel, também testemunhe, já que sua empresa é ré no processo. A Snap fechou acordo, em 20 de janeiro, para resolver a ação judicial da K.G.M.. Um porta-voz da empresa se recusou a comentar sobre os detalhes do acordo.
O YouTube argumenta que as plataformas da empresa são fundamentalmente diferentes das plataformas de mídia social, como o Instagram e o TikTok, e não devem ser agrupadas no tribunal, disse um executivo do YouTube antes do julgamento.
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