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Por que o tempo passa mais rápido em Marte? Einstein explica

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 03/12/2025 às 14:30 · Atualizado há 1 semana
Por que o tempo passa mais rápido em Marte? Einstein explica
Foto: Reprodução / Arquivo

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Físicos do Instituto Pátrio de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) calcularam com precisão a discrepância na passagem do tempo entre Marte e a Terreno. Para isso, Neil Ashby e Bijunath Patla, autores do estudo, consideraram a sisudez marciana, a trajectória elíptica do planeta e a influência do Sol, da Terreno e da Lua – fatores que determinam a diferença, que tem grande valor para futuras redes de navegação e informação no Planeta Vermelho.

Os pesquisadores usaram modelos matemáticos complexos para prezar quanto os relógios em Marte se descompassam em relação aos da Terreno. Os resultados foram publicados na segunda-feira (1º) no periódico científico The Astronomical Journal.

Em resumo:

  • Cientistas calcularam as diferenças de tempo entre Marte e a Terreno;
  • Eles consideraram sisudez, órbitas e influência do Sol, da Lua e do nosso planeta;
  • Resultado indica que os segundos marcianos passam ligeiramente mais rápido;
  • Diferenças, embora mínimas, impactam futuras redes de navegação e informação interplanetária;
  • Estudos nesse sentio preparam relógios para futura exploração de astronautas em Marte.
Embora minúscula, a diferença de tempo entre Marte e Terreno pode afetar redes de informação e navegação que venham a ser instaladas no Planeta Vermelho. Crédito: Methiran RG – Shutterstock

“Marte está mais distante do Sol e sua trajectória é mais elíptica que a da Terreno, o que aumenta as variações no tempo”, explicou Patla em um enviado. Ele explicou que calcular os efeitos da sisudez entre quatro corpos celestes – Sol, Terreno, Lua e Marte – é mais complicado que o clássico “problema de três corpos” da física, no qual três objetos se influenciam mutuamente.

Teoria da Relatividade Universal e a duração do tempo em Marte e na Terreno

O estudo se apoia na teoria da relatividade universal de Albert Einstein, que mostra uma vez que a sisudez e a velocidade podem modificar a forma uma vez que o tempo passa. Esse efeito, chamado dilatação do tempo, já foi comprovado em situações extremas, uma vez que o paradoxo dos gêmeos: um gêmeo que viaja perto da velocidade da luz envelhece mais lentamente que o outro que permanece na Terreno.

Em Marte, a sisudez é muro de cinco vezes mais fraca que a da Terreno. Ou por outra, a trajectória do planeta não é perfeitamente rodear: ele acelera quando se aproxima do Sol e desacelera ao se distanciar. 

Para um astronauta em Marte, o tempo passa normalmente – um segundo lá ainda dura um segundo. Mas, comparando os relógios, cada segundo marciano acontece um pouquinho mais rápido que os segundos terrestres. Ao longo de um dia completo por lá, que dura muro de 24 horas e 40 minutos, essa diferença soma em média 477 milionésimos de segundo, podendo variar até 226 milionésimos dependendo da posição de Marte em relação à Terreno e à Lua.

Marte e Terreno: os relógios dos vizinhos são ligeiramente descompassados. Crédito: buradaki – Shutterstock

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Diferença mínima pode ter grande influência nas missões interplanetárias

Embora minúscula, essa diferença pode afetar redes de informação e navegação que venham a ser instaladas no nosso vizinho. Sistemas que exigem precisão extrema, uma vez que o 5G, por exemplo, seriam bastante impactados. Estudar essa discrepância permite sincronizar os relógios entre os dois planetas considerando o tempo que a luz leva para viajar entre eles, garantindo transmissões de dados confiáveis e eficientes.

“Ainda podem passar décadas até que Marte tenha veículos exploradores em grande número, mas já é útil estudar os relógios e sistemas de navegação de outros planetas”, disse Ashby, destacando que, assim uma vez que o GPS na Terreno, futuras redes marcianas dependerão de relógios precisos e da relatividade universal para funcionar corretamente.

A dupla de cientistas já havia comparado o tempo na Lua e na Terreno, descobrindo que os relógios lunares adiantam 56 milionésimos de segundo por dia. “O momento é perfeito para a Lua e Marte”, disse Patla. “Estamos mais perto do que nunca de transformar em veras a teoria de explorar todo o Sistema Solar, antes restrita exclusivamente à ficção científica”.

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