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Estrela próxima é flagrada lançando jato de plasma para o espaço

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 12/11/2025 às 19:30 · Atualizado há 1 dia
Estrela próxima é flagrada lançando jato de plasma para o espaço
Foto: Reprodução / Arquivo

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Um item publicado nesta quarta-feira (12) na revista Nature relata a primeira reparo de uma estrela relativamente próxima lançando ao espaço um fluxo de plasma divulgado uma vez que ejeção de tamanho coronal (CME), fenômeno semelhante ao liberado pelas explosões que ocorrem no Sol. 

A detecção, feita com a sonda espacial XMM-Newton, da Escritório Espacial Europeia (ESA), e o radiotelescópio LOFAR (rede de antenas distribuídas pela Europa), marca um progressão importante na astronomia: é a primeira confirmação direta de que outras estrelas também podem produzir esse tipo de erupção.

Em poucas palavras:

  • Cientistas observaram pela primeira vez uma estrela ejetando plasma para o espaço;
  • A detecção foi feita pela sonda espacial XMM-Newton e o radiotelescópio LOFAR;
  • CMEs expulsam plasma quente e campos magnéticos das estrelas;
  • Esses jatos podem devastar atmosferas de planetas próximos rapidamente;
  • Anã vermelha estudada gira rápido e possui campo magnético intenso;
  • Invenção mostra que ejeções estelares podem tornar planetas inóspitos.
Uma impressionante CME lançada pelo Sol capturada em detalhes pelo satélite SOHO. Novo estudo relata a primeira reparo desse fenômeno em outra estrela. Crédito: NASA/ESA SOHO via Helioviewer.org

CMEs podem destruir exoplanetas

CMEs consistem em grandes quantidades de gás superaquecido e campos magnéticos lançados pelas camadas externas de uma estrela. No caso do Sol, quando elas atingem a Terreno, são responsáveis por fenômenos uma vez que as auroras boreais, além de afetarem comunicações e redes elétricas.

No entanto, em outros sistemas estelares, uma explosão desse tipo pode ser devastadora, removendo completamente a atmosfera de planetas que orbitem muito próximos. Até agora, a existência de CMEs fora do Sistema Solar era exclusivamente uma hipótese – mas, isso acaba de mudar. “Os astrônomos tentam detectar uma ejeção de tamanho coronal em outra estrela há décadas”, explica Joe Callingham, do Instituto Holandês de Radioastronomia (ASTRON), responsável principal do estudo, em um expedido. “Descobertas anteriores exclusivamente sugeriam sua presença, mas nunca tínhamos visto o material se desprendendo e viajando para o espaço.” 

Representação artística de uma poderosa ejeção de tamanho coronal (CME) em uma estrela, expelindo plasma energético e radiação contra um planeta em trajectória – potencialmente, pulverizando sua atmosfera. Crédito: NAOJ

O sinal decisivo foi uma breve e intensa emissão de ondas de rádio, registrada pelo LOFAR. Essa assinatura só poderia ser produzida se o plasma tivesse escapado totalmente do campo magnético da estrela, confirmando que se tratava de uma ejeção real.

Localizada a exclusivamente 130 anos-luz de intervalo (considerado próximo em graduação galáctica), a estrela observada é uma anã vermelha, menor e mais fria que o Sol, mas muito mais ativa. Contendo metade da tamanho solar, ela gira 20 vezes mais rápido e possui um campo magnético 300 vezes mais potente. Estrelas desse tipo são comuns na Via Láctea, e muitas delas possuem planetas ao volta. O indumento de um objeto uma vez que esse lançar uma ejeção tão poderosa indica que o clima espacial próximo a esses astros pode ser muito extremo.

O sinal captado pelo LOFAR foi analisado com técnicas avançadas desenvolvidas pelos pesquisadores Cyril Tasse e Philippe Zarka, do Observatório de Paris-PSL, na França. Em seguida, o telescópio XMM-Newton foi usado para medir a temperatura e a emissão de raios X da estrela, ajudando a confirmar a velocidade e a vontade da ejeção. “Nenhum dos instrumentos, sozinho, teria sido capaz de revelar o fenômeno”, afirma David Konijn, doutorando do ASTRON e coautor do estudo. “Foi a combinação dos dois que nos permitiu enxergar o quadro completo”.

Representação artística de uma erupção estelar em uma anã vermelha, liberando plasma para o espaço. Crédito: Olena Shmahalo/Callingham et al.

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Jato lançado pela estrela é mais veloz que a maioria das ejeções do Sol

Os cálculos indicam que o plasma foi lançado a uma velocidade impressionante de 2.400 km/s – o equivalente a quase 8,6 milhões de km/h. Somente 5% das ejeções solares foram tão velozes. Se houvesse um planeta orbitando próximo a essa estrela, ele provavelmente teria sua atmosfera totalmente arranque, tornando-se um mundo estéril e inóspito. A invenção, portanto, reforça a relevância de considerar o clima espacial estelar ao calcular a habitabilidade de exoplanetas.

Para um planeta ser considerado provável de acoitar vida, ele precisa estar na chamada “zona habitável” – uma fita em torno da estrela onde a temperatura permite a existência de chuva líquida. Mas, se a estrela for muito ativa e exprimir frequentemente CMEs violentas, mesmo um planeta situado nessa região pode perder sua atmosfera e toda habitabilidade. “Essas ejeções têm o poder de transformar um mundo potencialmente habitável em uma rocha infértil”, alerta Henrik Eklund, pesquisador da ESA.

Para ele, o estudo inaugura uma novidade fronteira no entendimento do clima espacial fora do Sistema Solar. “Não precisamos mais fundar tudo o que sabemos sobre ejeções de tamanho coronal exclusivamente no Sol. Agora temos evidências diretas de que estrelas menores podem produzir tempestades ainda mais extremas – e isso muda completamente nossa visão sobre a evolução de planetas e suas atmosferas.”

Lançado pela ESA em 1999, o XMM-Newton é um dos principais telescópios dedicados ao estudo do Universo em raios X. Ele já observou o entorno de buracos negros, os núcleos de galáxias e diversas explosões estelares. Segundo Erik Kuulkers, observador do projeto, a invenção mostra o alcance dessa missão. “O XMM-Newton está nos ajudando a entender uma vez que essas ejeções variam de estrela para estrela e uma vez que influenciam a procura por mundos habitáveis”, disse o observador, completando que essa conquista é resultado de décadas de colaboração internacional e representa um marco na astrofísica moderna.

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