Eu presumo que agora todos concordamos que ele não é um “isolacionista”. Uma palavra que nunca deveria ter sido aplicada a Donald Trump, em primeiro lugar, virou fumaça no último fim de semana, junto com uma parte do programa nuclear iraniano de que não se sabe o tamanho. Os bombardeios dos Estados Unidos foram consistentes com seus ataques à Síria em 2017, contra o líder do grupo militante Estado Islâmico em 2019 e contra o general mais importante da hierarquia militar do Irã em 2020. Considerando todos os substantivos abstratos que se ajustam bem a Trump — jingoísmo, unilateralismo, antieuropeísmo —, é até surpreendente que o isolacionismo tenha vindo à tona. Não se sabe nem mesmo se ele se opôs à guerra do Iraque como um cidadão comum em 2003.