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A gramática invisível da humanidade: estudo confirma padrões comuns em 1.700 línguas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/12/2025 às 13:21 · Atualizado há 22 horas
A gramática invisível da humanidade: estudo confirma padrões comuns em 1.700 línguas
Foto: Reprodução / Arquivo

Pesquisa com banco de dados global revela que, por trás da variedade, regras mentais comuns moldam a estrutura de todos os idiomas.

Pesquisa inédita realça o que a história (e os livros) sempre apontaram (Imagem: Karol Moraes/Shutterstock)

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Um novo estudo publicado na revista Nature Human Behaviour revelou que, por trás da imensa variedade de línguas do mundo, pode viver uma base gramatical generalidade à humanidade. A pesquisa usou o maior banco de dados gramaticais do mundo (o Grambank) e métodos estatísticos de ponta para testar antigas teorias da linguística.

A pesquisa, liderada por Annemarie Verkerk, da Universidade do Sarre, e Russell D. Gray, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, analisou 191 universais propostos ao longo de décadas contra dados de mais de 1.700 línguas contidas no Grambank. O duelo médio era superar um viés metodológico histórico: línguas de uma mesma família ou região geográfica não são independentes, pois compartilham ancestralidade e contato. Tradicionalmente, linguistas tentavam contornar isso analisando línguas muito distantes.

A evolução de um universal de ordem de palavras na árvore global da linguagem. Crédito: Nature Human Behaviour (2025). DOI: 10.1038/s41562-025-02325-z

Línguas não evoluem de forma aleatória

A epílogo é que tapume de um terço dos chamados “universais linguísticos” — padrões gramaticais que se imaginava existirem em todas as línguas — foram confirmados com sólidas evidências.

Os resultados mostram poderoso suporte para padrões relacionados à ordem das palavras (porquê a posição do verbo e do objeto) e para estruturas gramaticais hierárquicas. Esses padrões surgiram repetidamente, de forma independente, em famílias linguísticas distintas ao volta do mundo.

(Imagem: Pinto Art/Shutterstock)

“Diante da enorme variedade linguística, é intrigante deslindar que as línguas não evoluem aleatoriamente”, afirmou Annemarie Verkerk. “A mudança linguística deve ser um componente médio na explicação dos universais.”

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Isso sugere que as línguas não evoluem ao casualidade. Pressões cognitivas e necessidades comuns de notícia levam os idiomas a convergir para um conjunto restringido de soluções gramaticais preferenciais.

Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Do dedo.

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