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TRE-CE abre procedimento após guarda municipal tentar entrar armado na Corte: 'intimidação' - Inácio Aguiar

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 24/04/2025 às 09:26 · Atualizado há 17 horas

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) instaurou um procedimento administrativo para apurar um incidente ocorrido no último dia 8 de abril, quando um servidor da Guarda Civil Municipal de Sobral, que na oportunidade estaria atuando como segurança, tentou ingressar armado na sede da Corte, em Fortaleza. O caso chamou a atenção dos membros do colegiado e foi classificado pelo presidente do Tribunal, desembargador Raimundo Nonato Silva Santos como “absurdo”. 

Durante a sessão plenária da última terça-feira (22), o presidente relatou aos demais membros da Corte os detalhes da ocorrência. Em sua fala, destacou o risco potencial envolvido. “Já pensou se um cara desses armados investisse contra a pessoa do presidente ou contra qualquer um dos senhores?”, disse, ao tratar do episódio no plenário. 

Segundo o presidente, o guarda municipal estaria atuando como segurança do prefeito em exercício de Santa Quitéria, cujo pai, o prefeito eleito, estava sendo julgado naquela sessão. PAra ele, o ato foi uma tentativa de intimidação da Corte.

Esta coluna teve acesso ao procedimento. O servidor envolvido, identificado como Davi Gomes Ávila Mendes, estaria cedido à Prefeitura de Santa Quitéria. Ele portava uma pistola calibre 9mm, cujo registro era válido, mas sem autorização de porte, condição necessária para circular armado em órgãos públicos federais, como é o caso do TRE. O armamento foi retido durante a inspeção de segurança. 

Incidente institucional 

Embora a ocorrência tenha sido registrada na Delegacia de Polícia Civil e os materiais apreendidos, não houve prisão em flagrante, o que chegou a ser questionado pelo presidente e os demais membros do Tribunal. O caso segue em avaliação. 

Assim, a direção do Tribunal determinou o encaminhamento do caso à Superintendência da Polícia Federal do Ceará. O procedimento também foi remetido à Polícia Civil do Estado, à Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) e à Secretaria de Segurança Pública do Ceará, que deverão avaliar eventualmente medidas administrativas e disciplinares. 

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