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Ódio e Misoginia: A Engrenagem Complexa de Violência contra Mulheres no Brasil

Entenda como a misoginia opera como uma engrenagem complexa, conectando diferentes peças, desde experiências individuais de frustração até estruturas econômicas e projetos políticos globais.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 22/03/2026 às 10:15 · Atualizado há 5 dias
Ódio e Misoginia: A Engrenagem Complexa de Violência contra Mulheres no Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

A Origem do Ódio

Os grupos de ódio têm crescido, em parte, favorecidos pela expansão dos ambientes virtuais, mas existem muito antes disso.

Falamos muito sobre o aumento dessa violência, mas ela é secular, existe desde a construção da sociedade. Vemos estruturas patriarcais antigas de submissão das mulheres, e a internet potencializa essa violência

— diz a socióloga Bruna Camilo.

Misoginia e Recrutamento Precoce

Pesquisadores têm identificado que meninos cada vez mais jovens estão sendo atraídos para a chamada "machosfera".

Acontece um recrutamento muito pesado. Comecei a pesquisar o Discord [aplicativo] e vi que eram meninos cada vez mais novos, entre 12 e 14 anos. Fiquei muito chocada porque estava acostumada com adolescentes mais velhos, mas, principalmente, adultos

— diz a ativista feminista e professora Lola Aronovich.

A Engrenagem de Misoginia

É o que analisam especialistas ouvidos pela reportagem da Agência Brasil.

Desde quando as mulheres começaram a ocupar outros lugares na sociedade que não fossem o do cuidado doméstico. Isso, invariavelmente, mexe nas estruturas da sociedade, na intimidade da vida doméstica e familiar

— diz o psicólogo social Benedito Medrado Dantas, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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