No episódio de hoje do programa 'Na Palma da Mari', que vai ao ar às 20h, as atrizes Glória Pires e Isabel Fillardis se reúnem para um diálogo aberto sobre amizade entre mulheres, assédio moral e os desafios encontrados no setor audiovisual. Junto com Mari Palma, elas compartilham histórias que refletem suas jornadas pessoais e profissionais, conectando experiências que marcam diferentes gerações de mulheres no cenário do entretenimento.
Glória Pires inicia a conversa enfatizando a importância da amizade feminina, afirmando que muitas mulheres se encontram desconectadas desse laço essencial. Segundo ela, esse apoio mútuo é urgente, especialmente para as mais jovens. Ao mencionar sua maternidade, a atriz destaca que esse entendimento é crucial para a formação de suas filhas e ressalta a necessidade de estar unidas e discernir entre as narrativas externas e suas realidades pessoais, um verdadeiro ato de empoderamento.
Por sua vez, Isabel Fillardis aborda a temática sob uma perspectiva histórica, refletindo sobre o poder inerente às mulheres ao longo do tempo. Ela menciona como, historicamente, a intuição feminina e a capacidade de perceber nuances sempre foram vistas com desconfiança, levando à subvalorização da essência feminina, muitas vezes chamada de “bruxa” devido a esse sexto sentido.
Sobre o mercado audiovisual, Glória lembra que, durante o início de sua carreira, era raro encontrar mulheres em posições técnicas. Ela relata que, enquanto muitas atuavam em figurinos e direção de arte, a presença feminina em funções como fotografia e operação de som era quase inexistente. Com o tempo, ela se empenhou em mudar essa realidade, conseguindo que a equipe de seu filme 'Sexa' fosse composta em 90% por mulheres.
Isabel, em suas reflexões, recorda momentos difíceis que enfrentou na juventude, destacando a importância da presença de sua mãe durante sua trajetória. Ela compartilha uma experiência marcante em que, em uma reunião exclusiva com homens, perdeu a oportunidade de interpretar uma protagonista, ressaltando que as alegações feitas sobre sua conduta na época eram infundadas.
Por fim, Glória fala sobre como sua educação e a experiência de uma carreira iniciada cedo moldaram sua visão sobre a vida artística. Ela explica que seus pais sempre foram realistas quanto à incerteza da profissão, o que a ajudou a manter um senso de responsabilidade ao longo de sua trajetória.