O Ministério Público Militar (MPM) pagou R$ 5,7 milhões em verbas extras entre janeiro e março de 2026, período marcado pelas decisões do ministro do STF, Flávio Dino, para endurecer regras sobre supersalários e aumentar a transparência dos chamados penduricalhos no serviço público.
As decisões de Flávio Dino sobre o tema começaram em fevereiro deste ano. Na decisão de 5 de fevereiro, o ministro determinou a suspensão de pagamentos acima do teto constitucional sem base legal clara e ordenou revisão de verbas indenizatórias e remuneratórias.
Entre as principais rubricas identificadas pela reportagem estão R$ 1,73 milhão pagos em gratificação natalina, R$ 1,04 milhão referentes ao adicional de férias, R$ 638 mil em abono de permanência, R$ 626 mil em licença-prêmio e R$ 584 mil em gratificação por exercício cumulativo de ofício.