Negociações entre Irã e EUA seguem noite adentro e Israel continua a matar civis no Líbano
As negociações entre o Irã e os EUA continuam na noite de sábado (11), em Islamabad, o Paquistão, com os dois lados discutindo pontos de impasse para alcançar um cessar-fogo.
Entre os pontos de impasse estão a liberação do Estreito de Ormuz, que o Irã não aceita abrir mão, e as exigências dos EUA para o fim do programa nuclear do Irã e a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, Israel continua a matar civis no Líbano, com quase 400 libaneses mortos desde o primeiro cessar-fogo estabelecido na terça-feira (7).
Israel ignora tratativas e continua a matar civis no Líbano
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desconsiderou completamente as tentativas de negociação e continuou a ordenar ataques ao Líbano, que causaram a morte de, ao menos, 10 pessoas, sendo dois médicos.
Além disso, Netanyahu fez uma postagem em uma rede social afirmando que seguirá atacando o Irã e seus aliados.
Papa Leão XIV manifesta apoio às negociações e pede que as pessoas não admirem quem valoriza e faz guerra
No que pode ser considerado o discurso mais duro contra a guerra até agora, o Papa Leão XIV manifestou apoio às negociações e pediu que as pessoas não admirem quem valoriza e faz guerra.
Além disso, atos de protesto contra guerra foram registrados em Jerusalém, com milhares de manifestantes indo às ruas com placas escritas «tirem as mãos do Líbano» e «sionismo mata».
Crise no Oriente Médio: que pontos de impasse são os mais críticos?
Entre os pontos de impasse entre o Irã e os EUA, estão a liberação do Estreito de Ormuz, que o Irã não aceita abrir mão, e as exigências dos EUA para o fim do programa nuclear do Irã e a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
Além disso, o Irã exige garantias para o fim da guerra e contra ataques futuros, além do encerramento das sanções econômicas, controle sobre o Estreito de Ormuz, e interrupção dos ataques israelenses ao Líbano.
Os EUA, por sua vez, querem que o Irã faça concessões em troca de concessões, como a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão das sanções econômicas.