O comércio varejista brasileiro voltou a perder fôlego em agosto, com queda de 1,5% nas vendas em relação a julho, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS) divulgado nesta quarta-feira (10/9). No comparativo anual, a retração foi de 3,3%, refletindo os sinais de desaceleração da economia e o impacto do alto endividamento das famílias sobre o consumo.
Sete dos oito setores analisados tiveram queda no mês. O único crescimento foi no grupo de hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo (+1,7%). Entre os que mais recuaram estão material de construção (-4,3%) e livros, jornais e papelaria (-3,6%). Na comparação com agosto de 2024, todos os segmentos registraram retração.
No recorte regional, seis estados avançaram, com destaque para o Amapá (+3,2%). Já o Rio Grande do Sul (-7,1%) liderou as perdas, seguido por Rio Grande do Norte (-6,4%) e Sergipe (-5,9%).
Segundo Guilherme Freitas, economista da Stone, os resultados mostram que “a economia segue em processo de acomodação, e não de retomada”, em meio ao crédito restrito e à perda de dinamismo no mercado de trabalho.
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