Na infância, ele moldava cavalinhos e panelinhas de brinquedo observando a mãe, que, por sua vez, aprendeu o ofício com seus pais e avós. Já crescido, tornou-se também um artesão. “A cerâmica sempre foi a fonte de renda da vila, e eu fui começando a ir para as feiras com minha mãe para aprender os macetes da venda”, recorda. Mais tarde, virou presidente da Associação dos Artesãos da Alegria, que hoje tem 62 pessoas cadastradas. Juntos, os associados produzem, em média, mil peças por mês, feitas de modo totalmente manual, com o barro típico da região, de um tom vermelho bem forte e bastante resistente para fazer peças que resistam ao calor do fogão e do forno – além de itens decorativos típicos, como jarros de parede e rosas.