Com o salto, no universo de 89% das indústrias com 100 empregados ou mais de todo o país que usaram “tecnologias digitais avançadas” no ano passado, 41,9%, ou 4.261 empresas de um universo de 10.167 investigadas, lançaram mão da AI. Em 2022, esse percentual foi de 16,9%, ou 1.619 firmas.
A pesquisa do IBGE não identifica os tipos de AI usados pelas indústrias, mas o período de 2022 para 2024 foi marcado pela popularização da tecnologia generativa, usada para produzir conteúdo, como textos, vídeos e imagens.
O marco foi o lançamento do ChatGPT, da OpenAI, em fins de 2022 — na cola dele, viriam o Gemini, do Google, o Copilot, da Microsoft, e, mais recentemente, o chinês DeepSeek.
Segundo Flávio Peixoto, pesquisador do IBGE, a Pintec vai a campo, fazer as entrevistas, de abril a junho de cada ano. Assim, os dados de 2022 foram levantados no primeiro semestre de 2023, poucos meses após o lançamento público do ChatGPT.
Em seguida, veio a internet das coisas (50,3%). Após a IA, vêm robótica (usada por 30,5% dos entrevistados), análise de big data (27,8%) e manufatura aditiva (20,3%).
O percentual de empresas que usaram o teletrabalho na área de “desenvolvimento de produtos” caiu de 71,4%, em 2022, para 66,4%, em 2024. A área em que o trabalho remoto foi menos usado foi na produção: das empresas que adotaram o homeoffice, 35,5% disseram que o fizeram no setor.