Mais IA. Com o plano de se tornarem um líder global em IA até 2031, os Emirados Árabes Unidos foram o primeiro país a criar, em 2017, um ministério de inteligência artificial, ocupado por Omar Sultan Al Olama. Ele subiu ao palco do ENS no domingo (12/10), para trazer a sua visão sobre o tema. “Se há 20 anos alguém dissesse que Dubai teria um unicórnio, ririam. Não tínhamos eletricidade nem infraestrutura. O que nos diferenciou foi a visão clara e a capacidade de atrair sonhadores”, afirmou durante o painel. Para ele, o mesmo se aplica para a IA – segundo Al Olama, Abu Dhabi, a capital, investe na tecnologia desde 2008, porque o país pensa “em intervalos de décadas, não de trimestres”. “Para nós, IA não é sobre glamour ou ganhos econômicos, mas sobre qualidade de vida em aplicações práticas e positivas”, disse. Ele destacou que o país tem 1,5 mil empresas puramente de IA e pretende chegar a 10 mil em cinco anos, atraindo talentos de todo o mundo. “Sucesso é quando a IA melhora sua vida sem você perceber — quando a qualidade de vida nos Emirados é muito superior à de qualquer outro lugar. Fracasso é depender de robôs que acenam e fazem shows, mas não agregam valor real”, declarou.