Ao anunciar no Facebook a chegada da filha, Alyce Rotunda já havia deixado no ar que os bastidores seriam impactantes. “O nascimento dela foi uma história, mas deixaremos isso para outro dia”, escreveu na publicação feita no dia 15 de agosto, com a imagem de Matilda, que recebeu esse nome para ser chamada de Tilly.
Agora, ela decidiu contar ao Today em detalhes como a menina veio ao mundo sob os arcos dourados do McDonald’s — momento que acabou rendendo um apelido carinhoso à recém-nascida: “McTilly”.
O episódio ocorrido em Michigan, nos Estados Unidos, ganhou ainda mais peso porque a gestação era considerada de risco: diabética tipo 1 e com histórico de hemorragias, Rotunda passou por acompanhamento constante. Apesar do susto, mãe e filha receberam alta com saúde. Tilly pesava 3,2 kg e apresentava glicemia normal.
O dia marcante foi 10 de agosto, também aniversário da mãe, que foi mandada de volta para casa pela equipe médica. Horas depois, as contrações se intensificaram. “A dor era diferente de tudo que eu já havia sentido com meus outros três filhos”, diz.
Alyce Rotunda publicou a imagem de sua filha Matilda, que nasceu no estacionamento de uma unidade do McDonald's
Reprodução/Facebook
Por volta das 2h da manhã, o marido, Kevin II, chamou a sogra para cuidar das crianças e partiu com a mãe rumo ao hospital. No caminho, a urgência ficou clara. “Meu marido está dirigindo, e ele está voando. A certa altura, ele estava a 160 km/h”, conta. Diante da impossibilidade de chegar a tempo, Kevin acionou o 911, número de emergência dos Estados Unidos, em busca de ajuda.
Saiba mais
O carro parou no estacionamento iluminado de um McDonald’s — e o parto começou. A mãe relata que o operador do 911 gritava para que ela voltasse ao carro, ao mesmo tempo que um policial apareceu com o holofote dizendo que eles deviam voltar para o veículo. “Eu simplesmente gritei: ‘NÃO!’.”
Em poucos segundos, não havia mais como adiar. “Então eu me abaixo e a cabeça dela está toda para fora", relata Rotunda, acrescentando que pediu para que o marido pegasse a filha, que nasceu direto nas mãos do pai.
“No segundo em que ela saiu, começou a chorar. Foi o maior alívio para nós, só de saber que ela estava respirando e alerta”, diz Rotunda. “Tivemos muita sorte.”