O levantamento, realizado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV/ACSP), baseia-se no volume financeiro movimentado diariamente na região metropolitana. De acordo com a entidade, a interrupção no fornecimento, que afetou inicialmente mais de 2,2 milhões de pessoas, prejudicou diretamente o fluxo de clientes nas lojas físicas.
Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, embora os efeitos do apagão não tenham sido homogêneos em todos os bairros, o prejuízo se concentra na mudança de comportamento do consumidor. “O impacto ocorre principalmente pela redução das compras imediatas e das aquisições por impulso”, explica o especialista. Com as portas fechadas ou operando parcialmente, o comércio de giro rápido perdeu a oportunidade da venda momentânea, difícil de ser recuperada posteriormente.