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99Food começa a operar no Rio com estratégia agressiva de promoções. Veja detalhes | Negócios

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 14/10/2025 às 12:44 · Atualizado há 14 horas
99Food começa a operar no Rio com estratégia agressiva de promoções. Veja detalhes | Negócios
Foto: Reprodução / Arquivo

A 99Food inicia nesta terça-feira suas operações no Rio de Janeiro. A companhia, que anunciou a volta ao segmento de delivery recentemente, já estava atuando em São Paulo e Goiânia, e desembarca na capital fluminense e em outras sete cidades da Região Metropolitana: Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo e Nilópolis.

A empresa, controlada pelo grupo chinês DiDi, gigante global de mobilidade, investiu R$ 350 milhões para trazer a operação de delivery de comida no Rio. Já são 17 mil restaurantes cadastrados, incluindo grandes nomes como Burger King, McDonald's, Outback, Abbraccio, Bacio di Latte e KFC. Cerca de 50 mil novos entregadores motociclistas e ciclistas se cadastraram na plataforma para atuar no Rio.

— O Rio tem um papel estratégico para a 99. É o nosso segundo maior mercado, e, para serviço de duas rodas, é o maior mercado da 99. Também vale ressaltar o trabalho do poder público, que vem fazendo parcerias para inovar e achar soluções para os cariocas — afirmou Simeng Wang, diretor-geral da 99 no Brasil.

Ao todo, a companhia prevê investir R$ 2 bilhões até junho do ano que vem para expandir a operação para 100 cidades brasileiras, principalmente cidades médias e grandes em regiões metropolitanas.

A vertical de delivery de comida não tem um aplicativo específico, mas funciona dentro do próprio app 99. A ideia, segundo a empresa, é que as entregas de comida complementem a plataforma, transformando-a num "ecossistema completo" de mobilidade e entrega, com 1,5 milhão de motoristas, motociclistas e ciclistas parceiros no país.

— No ecossistema, temos viagens, entregas e delivery de comida, operações que têm picos de pedidos diferentes ao longo do dia. Com os serviços integrados, nossos (motoristas e entregadores) parceiros conseguem fazer rotas integradas e serem mais produtivos, ganhando mais — explicou Wang.

A empresa disponibilizou um pacote de incentivos aos entregadores. Serão garantidos R$ 250 por dia para quem completar 20 entregas, sendo ao menos cinco de comida. Além disso, há um bônus de até R$ 7 por pedido entregue durante o primeiro mês de operação.

A empresa ainda prevê investir R$ 50 milhões nos próximos cinco anos para criar pontos de apoio aos entregadores parceiros nas cidades.

Neste início da operação no Rio e Região Metropolitana, os consumidores terão acesso a cupons que somam R$ 99 por usuário durante o período de lançamento, além de entrega grátis em pedidos selecionados.

Já para atrair os restaurantes, a estratégia é zerar a taxa nos pedidos em que o preço dos pratos no app forem iguais aos do balcão. Se o valor for diferente, a taxa é fixa, atendendo, de acordo com a 99Food, a uma demanda de restaurantes que preferem ter estratégias diferentes no app ou nos pedidos feitos em loja.

A expansão da 99Food acontece num momento em que o segmento vem recebendo novos investimentos. A Keeta, do grupo chinês Meituan, também anunciou que vai iniciar suas operações no Brasil até o fim deste ano.

Fora dos smartphones, as duas plataformas vêm protagonizando uma disputa na Justiça e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que regula a concorrência no Brasil. A Keeta vem acusando a 99Food de bloquear sua entrada no mercado de entregas. A Keeta afirma que a 99Food estaria celebrando contratos com redes de restaurantes prevendo a proibição de sua contratação, o que chama de “cláusula de banimento".

Mais recentemente, a Rappi entrou na guerra do delivery. A companhia pediu para fazer parte do processo aberto no Cade, alegando que estaria sendo incluída, nas cláusulas contratuais com restaurantes feitas pela 99, a proibição de que os estabelecimentos mantenham relação comercial com a Rappi.

No processo do Cade, a 99Food afirma que a expressão “cláusula de banimento” carece de respaldo jurídico, constituindo mera retórica. Destaca ainda que eventuais exclusividades seriam parciais, temporárias, legítimas e associadas a investimentos financeiros nos restaurantes.

A disputa entre as empresas visa crescer em um mercado dominado pelo iFood que, segundo a associação do setor, teria cerca de 80% do mercado.

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