Gás do Povo: distribuidoras pedem corrigir preços
A crise de preço do botijão de gás voltou a ser foco de tensão entre distribuidoras e governo, com o Sindigás, sindicato que reúne empresas de GLP, pedindo a correção dos valores de referência usados no programa Gás do Povo. O programa, criado em 2022, oferece um voucher de valor entre R$ 100,00 e R$ 120,00 para compra do botijão de gás para famílias beneficiadas pelo Bolsa Família e outras de baixa renda.
Atualização necessária: O Sindigás argumenta que “mudanças relevantes” no mercado, incluindo a alta dos preços do gás natural liquefeito (GLP) e a influência dos leilões da Petrobras, justificam a necessidade de atualização dos valores de referência. O sindicato estima que o preço do GLP subiu cerca de 16% desde o início da guerra do Irã.
Déficits de preços no mercado
Com os preços do GLP em alta, as distribuidoras argumentam que há déficits de preços no mercado, o que pode levar a uma perda de atratividade do programa Gás do Povo. O programa atende atualmente cerca de 15,5 milhões de famílias e conta com a participação de mais de 900 municípios.
Soluções para o governo: O Sindigás propõe que o governo corrija os valores de referência do Gás do Povo e ajuste as medidas para reduzir distorções no mercado. A Petrobras é a maior produtora de GLP no Brasil, com cerca de 75% da produção nacional.