Confira coletiva de executivo de futebol do Sport, Ítalo Rodrigues, na íntegra
O ex-presidente do Sport, Yuri Romão, rebateu as declarações do atual executivo de futebol rubro-negro, Ítalo Rodrigues, dadas nesta terça-feira, a respeito de uma dívida de R$ 50 milhões que teria sido herdada pela atual gestão para iniciar o ano de 2026. O valor referia-se, de acordo o diretor, a salários atrasados de atletas e não pagamento de aquisições de direitos econômicos de jogadores.
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A pedidos do ge, Romão deu sua versão sobre o pronunciamento de Ítalo Rodrigues, chamando as declarações do funcionário rubro-negro de "fantasiosas" e os números, "inflacionados".
Presidente do Sport, Yuri Romão, durante treino no CT — Foto: Paulo Paiva/Sport
Segundo o ex-presidente rubro-negro, no período de transição entre a saída antecipada da sua gestão para a chegada do grupo do atual presidente Matheus Souto Maior, os números financeiros do Sport foram postos à mesa para conhecimento de todas as lideranças políticas.
Yuri Romão, ainda, afirma ter deixado o clube, em 12 de dezembro, com dois salários em aberto de CLT e dois de direitos de imagem, o que totalizaria, de acordo com o ex-gestor, R$ 12 milhões.
- Foram divulgados números inflacionados e fantasiosos atribuídos a nossa gestão. Na transição, tudo foi demonstrado de forma clara, ampla e transparente. Qualquer informação diferente é uma inverdade. O valor de R$ 24 milhões em salários não condiz com a realidade. Deixamos o clube no dia 12/12/2025, e o valor a ser pago a atletas correspondia à metade disso, cerca de R$ 12 milhões, referentes a duas folhas e duas imagens - respondeu.
Quando assumi o desafio de estar à frente de um clube do tamanho do Sport Club do Recife, me preparei, busquei parceiros importantes e, mesmo diante de um cenário adverso, trabalhamos do primeiro ao último dia exclusivamente pelo bem do Sport.
Dentro de campo, conquistamos três Campeonatos Pernambucanos e um acesso à Série A. Fora dele, promovemos a profissionalização de setores, realizamos investimentos em tecnologia e executamos melhorias estruturais na Ilha do Retiro e no Centro de Treinamento.
Havia um projeto sólido para o Sport, que precisou ser interrompido para pacificar um clube, apesar de tudo, avaliado por todos como viável administrativa e financeiramente.
Foram divulgados números inflacionados e fantasiosos atribuídos a nossa gestão. Na transição, tudo foi demonstrado de forma clara, ampla e transparente. Qualquer informação diferente é uma inverdade. O valor de R$ 24 milhões em salários não condiz com a realidade. Deixamos o clube no dia 12/12/2025, e o valor a ser pago a atletas correspondia à metade disso, cerca de R$ 12 milhões, referentes a duas folhas e duas imagens.
Além disso, já havíamos fechado novos parceiros comerciais. Um exemplo é a nova ticketeria, BaladaApp, com um valor pendente para o clube de R$ 14,5 milhões. Da mesma forma, por meio da Kappa, estávamos viabilizando um contrato importante e inédito de naming rights para o CT.
Sobre os R$ 27 milhões divulgados, fica claro que estão tratando ativos do clube como dívidas, o que evidencia descaso e incapacidade de gestão. Jogadores saindo de graça ou sendo dispensados, atletas sendo expostos publicamente e acusados de levar à torcida situações que deveriam ser resolvidas internamente. Esse não é o Sport que construímos, nem é esta a forma como trabalhamos nos últimos anos para conquistar respeito no mercado do futebol.
É verdade que tivemos um ano em que os péssimos resultados de campo não corresponderam às nossas expectativas, o que gerou uma frustração financeira significativa comprometendo diretamente o orçamento previsto.
Ainda assim, ao longo desses anos, construímos uma imagem de credibilidade, transformando o Sport em um clube viável, algo inclusive reconhecido pelo próprio atual mandatário em entrevistas concedidas antes de assumir o cargo.
Seguimos e seguiremos à disposição do Sport, sempre que for necessário. Não é momento para discursos de ódio ou mentiras.
Yuri Romão rebate executivo do Sport sobre dívida de R$ 50 milhões: "Número fantasioso"
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