O país esperava uma alíquota mais favorável, entre 10% e 15%. Praticamente não havia menções a uma tarifa de 20%, e o governo vietnamita chegou a pedir à imprensa local que evitasse divulgar informações vagas ou especulativas sobre o assunto.
No dia seguinte à divulgação da nova tarifa, feita pelo presidente americano Donald Trump em sua rede social, o Ministério das Relações Exteriores do Vietnã informou que a equipe de negociação ainda estava finalizando os detalhes do acordo com os negociadores dos EUA.
O líder do Partido Comunista do Vietnã, To Lam, instruiu sua equipe a continuar os trabalhos para tentar reduzir as tarifas, segundo fontes. Desde então, as autoridades locais têm evitado o tema em declarações oficiais.
No ano passado, o Vietnã registrou o terceiro maior superávit comercial do mundo com os EUA. O acordo entre os dois países foi o segundo anunciado pelo governo americano, após um entendimento preliminar com o Reino Unido.
A nova alíquota de 20% substitui a taxa básica anterior, de 10%, mas deverá ser somada a outros encargos, como as tarifas de “Nação Mais Favorecida”, conforme revelou um funcionário do governo americano à Bloomberg. Isso eleva o custo total das tarifas para um patamar superior ao oficialmente divulgado.
As tarifas setoriais impostas por Trump aos setores siderúrgico e automotivo não são cumulativas: os importadores pagarão uma ou outra, conforme o produto.
Mais de uma semana após o anúncio, nenhum dos lados divulgou novos detalhes sobre o tratado. Desde então, o presidente americano tem anunciado uma série de novas tarifas para outros parceiros comerciais, que, assim como a do Vietnã, deverão entrar em vigor a partir de 1º de agosto.