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Variação média do aluguel registrou em 2025 o maior patamar em 6 anos, diz FGV

O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) encerrou 2025 com alta média anual de 8,85%, informou nesta quarta-feira (7) a Fundação Getulio Vargas (...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 13:25 · Atualizado há 4 dias
Variação média do aluguel registrou em 2025 o maior patamar em 6 anos, diz FGV
Foto: Reprodução / Arquivo

O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) encerrou 2025 com alta média anual de 8,85%, informou nesta quarta-feira (7) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi a maior taxa anual desde o lançamento do indicador em 2019, informou Matheus Dias, economista da fundação. Ao mesmo tempo, o Ivar mensal, referente a dezembro, subiu 0,51%, após avançar 0,37% em novembro.

Assim, no entendimento de Dias, os sinais do índice, até dezembro, são de que a variação de locação deve continuar a acelerar, em 2026. Isso porque os fatores que conduziram aos aumentos não devem desaparecer rapidamente este ano, admitiu o economista.

Ao comentar sobre as evoluções do Ivar ao longo de 2025, bem como de dezembro do ano passado, o especialista comentou que foram impulsionadas por um aluguel mais caro em São Paulo, uma das quatro capitais usadas para cálculo do índice — a evolução dos preços de locação na cidade tem maior peso no cálculo do indicador, explicou. No ano passado, o Ivar na capital paulista subiu 9,5%, contra expansão de 5,5% em 2024. No último mês de 2025, o indicador avançou 0,65%, ante 0,52% em novembro do ano passado.

Dias explicou que, assim como em todo o país, o mercado de São Paulo tem mostrado elevado ritmo de lançamentos residenciais. Porém, continuou, os novos empreendimentos têm sido majoritariamente de imóveis menores – e com metro quadrado com valor elevado. O técnico ponderou que mesmo com lançamentos em alta, o que em tese eleva oferta residencial e pode se traduzir em menores preços de aluguel, o preço de locação não cai, influenciado por metro quadrado mais caro, dos novos projetos residenciais, ponderou.

Outro aspecto apontado por ele é o fato de que o custo de construção subiu muito no ano passado, principalmente o custo de mão de obra no setor. Isso acaba também a influenciar, para cima, formação de preço de locação para novos empreendimentos, notou.

Além disso, salientou, não é possível esquecer continuidade de patamar elevado de juros. Atualmente a Selic, taxa básica que norteia juros de mercado, opera em 15% ao ano, maior patamar desde 2006. Esse contexto torna financiamentos, como o imobiliário, mais caros. Com isso, inquilinos adiam por mais tempo "sonho" de casa própria, e continuam a pressionar procura por aluguel. Esse quadro, de demanda mais alta por locação, ajuda a pressionar para cima variação de aluguel, salientou.

Outra capital a pressionar para cima desempenho do Ivar foi a de Belo Horizonte, acrescentou Dias. Nessa cidade mineira, o Ivar subiu de 10,27% para 11,27% de 2024 para 2025, com aceleração de 0,39% para 1,11% de novembro para dezembro. A localidade também tem contexto de mercado imobiliário similar a de São Paulo, explicou ele.

As outras duas capitais usadas para cálculo do índice mostraram aumento mais intenso na variação média anual, entre 2024 e 2025. É o caso de Rio de Janeiro, de 6,16% para 12,11%; e Porto Alegre, de 3,32% para 12,64%, no mesmo período. De novembro para dezembro do ano passado, o Ivar na capital fluminense desacelerou de 1,13% para estabilidade -, e passou de -0,37% para 0,35% , na capital gaúcha.

Assim, na análise do economista, devem persistir, em 2026, os mesmos fatores que levaram às médias mais elevadas de variação na locação, tanto na comparação anual, quanto na comparação mensal, em 2025 e em dezembro de 2025. Isso porque o especialista não acredita em desaceleração de ritmo de lançamentos no mercado imobiliário, principalmente em São Paulo, nem em queda brusca de juros de mercado, ao longo de 2026. Mesmo em cenário de possível queda na taxa básica selic.

Ou seja: tudo leva a crer que a variação do aluguel deve continuar elevada, esse ano, reconheceu.

A tendência é que tenhamos aceleração [de variação de aluguel] em 2026

— resumiu o técnico, a acrescentar que isso, na prática, também deve conduzir a novas acelerações no Ivar, esse ano.

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