Os movimentos recentes do presidente Donald Trump têm deixado uma clara mensagem, na visão do ex-embaixador mexicano Jorge Guajardo: os Estados Unidos querem a China fora do Ocidente. Ao Valor, Guajardo afirmou que a possível interrupção de fornecimento do petróleo venezuelano ao país da Ásia não será uma grande preocupação para Pequim, mas o país de Xi Jinping observará de perto as movimentações de Trump.
A mensagem dos Estados Unidos é que não quer mais a China no Ocidente. No passado, os americanos já se incomodavam com a presença chinesa no porto de Chancay, no Peru, e no mercado de lítio do Chile. Acredito que agora esses serão temas que a China irá acompanhar o desenvolvimento de perto
— disse Guajardo, que foi embaixador do México na China.
É uma declaração muito forte. Isso quer dizer que a Venezuela comprará produtos americanos, e não chineses.
— Para o diplomata, a fala de Trump indicando que a receita petrolífera da Venezuela poderá ser usada apenas para comprar produtos americanos reforça a ideia sobre os chineses:
Não acredito que a China derrame muitas lágrimas por [Nicolás] Maduro. Maduro já havia se tornado uma vergonha para a China. Acredito que os chineses estão prestando atenção, mas com declarações tênues sobre o assunto.
— No entanto, Guajardo não acredita que as mudanças promovidas pelo presidente americano criem um revés para Pequim:
Segundo o ex-embaixador, que hoje é sócio da empresa de consultoria DGA Group, o fornecimento de petróleo venezuelano representa apenas 4% do consumo da China. Para ele, o país asiático pode ampliar as compras da Rússia, do Irã ou da Árabia Saudita para suprir essa falta.
Guajardo acha ainda que, por conta da relação histórica entre os países, é esperado que haja uma pressão sobre o México após a intervenção americana na Venezuela. No entanto, o diplomata ponderou que a relação entre Trump e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, é de cooperação e pode ajudar a encontrar consensos.
Claramente vai haver pressão sobre o México, mas a situação é diferente do que houve na Venezuela
— disse. "Trump pode pressionar Sheinbaum a atacar mais fortemente o crime organizado e a tirar pessoas do governo que tenham vínculos com esses grupos. Acredito que isso beneficie a presidente mexicana, porque ela também quer isso."
No entanto, o que pode ser um movimento contrário na relação entre os dois países é a troca comercial entre o México e Cuba. Segundo a agência de notícias Bloomberg, a estatal mexicana Pemex tem enviado há décadas petróleo para Cuba.
Conforme dados de transporte marítimos levantados pela agência, em setembro de 2025, o México enviou cerca de 400 mil barris de petróleo para Cuba. Outra carga com o mesmo volume é esperada para este mês, diz a Bloomberg. Não há dados oficiais do governo mexicano sobre essas vendas.
Vai haver uma pressão para que o México deixe de exportar para Cuba
— Esse é um tema que pode trazer desentendimentos entre Trump e Sheinbaum. , afirmou Guajardo.
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Para Jorge Guajardo, por conta da relação histórica entre os países, é esperado que haja uma pressão sobre o México após a intervenção americana na Venezuela
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