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Trump quer tirar a China do Ocidente, diz ex-embaixador mexicano

Os movimentos recentes do presidente Donald Trump têm deixado uma clara mensagem, na visão do ex-embaixador mexicano Jorge Guajardo: os Estados Unidos querem...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 18:45 · Atualizado há 1 dia
Trump quer tirar a China do Ocidente, diz ex-embaixador mexicano
Foto: Reprodução / Arquivo

Os movimentos recentes do presidente Donald Trump têm deixado uma clara mensagem, na visão do ex-embaixador mexicano Jorge Guajardo: os Estados Unidos querem a China fora do Ocidente. Ao Valor, Guajardo afirmou que a possível interrupção de fornecimento do petróleo venezuelano ao país da Ásia não será uma grande preocupação para Pequim, mas o país de Xi Jinping observará de perto as movimentações de Trump.

A mensagem dos Estados Unidos é que não quer mais a China no Ocidente. No passado, os americanos já se incomodavam com a presença chinesa no porto de Chancay, no Peru, e no mercado de lítio do Chile. Acredito que agora esses serão temas que a China irá acompanhar o desenvolvimento de perto

— disse Guajardo, que foi embaixador do México na China.

É uma declaração muito forte. Isso quer dizer que a Venezuela comprará produtos americanos, e não chineses.

— Para o diplomata, a fala de Trump indicando que a receita petrolífera da Venezuela poderá ser usada apenas para comprar produtos americanos reforça a ideia sobre os chineses:

Não acredito que a China derrame muitas lágrimas por [Nicolás] Maduro. Maduro já havia se tornado uma vergonha para a China. Acredito que os chineses estão prestando atenção, mas com declarações tênues sobre o assunto.

— No entanto, Guajardo não acredita que as mudanças promovidas pelo presidente americano criem um revés para Pequim:

Segundo o ex-embaixador, que hoje é sócio da empresa de consultoria DGA Group, o fornecimento de petróleo venezuelano representa apenas 4% do consumo da China. Para ele, o país asiático pode ampliar as compras da Rússia, do Irã ou da Árabia Saudita para suprir essa falta.

Guajardo acha ainda que, por conta da relação histórica entre os países, é esperado que haja uma pressão sobre o México após a intervenção americana na Venezuela. No entanto, o diplomata ponderou que a relação entre Trump e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, é de cooperação e pode ajudar a encontrar consensos.

Claramente vai haver pressão sobre o México, mas a situação é diferente do que houve na Venezuela

— disse. "Trump pode pressionar Sheinbaum a atacar mais fortemente o crime organizado e a tirar pessoas do governo que tenham vínculos com esses grupos. Acredito que isso beneficie a presidente mexicana, porque ela também quer isso."

No entanto, o que pode ser um movimento contrário na relação entre os dois países é a troca comercial entre o México e Cuba. Segundo a agência de notícias Bloomberg, a estatal mexicana Pemex tem enviado há décadas petróleo para Cuba.

Conforme dados de transporte marítimos levantados pela agência, em setembro de 2025, o México enviou cerca de 400 mil barris de petróleo para Cuba. Outra carga com o mesmo volume é esperada para este mês, diz a Bloomberg. Não há dados oficiais do governo mexicano sobre essas vendas.

Vai haver uma pressão para que o México deixe de exportar para Cuba

— Esse é um tema que pode trazer desentendimentos entre Trump e Sheinbaum. , afirmou Guajardo.

Mal-estar com futuro presidente da CVM e desdobramentos do caso do Banco Master também chamam a atenção dos investidores

O índice Dow Jones subiu 0,55%, aos 49.265,62 pontos, o S&P 500 anotou alta marginal de 0,01%, aos 6.921,35 pontos, e o Nasdaq caiu 0,44%, aos 23.480,016 pontos

A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 teve alta de 13,68%, do ajuste anterior, para 13,725% e a do DI para janeiro de 2031 recuou de 13,345% para 13,32%

A anistia não apaga os fatos nem legitima excessos; reconhece a excepcionalidade do contexto e encerra um ciclo de tensão em nome da unidade nacional

— diz Esperidião Amin na justificativa do projeto

Segundo o IBGE, a produção de bebidas alcoólicas em novembro de 2025 apresentou queda de 6,5%

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Para Jorge Guajardo, por conta da relação histórica entre os países, é esperado que haja uma pressão sobre o México após a intervenção americana na Venezuela

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— Considerado , a fabricante de papel e celulose Klabin e a produtora de proteína animal Marfrig foram as brasileiras entre as 23 no mundo com "Triple A", nota máxima em ações de Clima, Florestas e Água

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