A Eletronuclear tem recursos em caixa apenas até meados de março e pode entrar em colapso financeiro caso não haja uma solução para o impasse em torno da usina nuclear de Angra 3.
A informação foi dada ao g1 pelo presidente interino da estatal, Alexandre Caporal.
Segundo ele, a empresa pede que bancos públicos suspendam temporariamente a cobrança de quase R$ 7 bilhões em dívidas relacionadas ao empreendimento, até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) defina o futuro da usina.
A medida, afirmou, é considerada essencial para garantir a sustentabilidade financeira da estatal.
Presidente dos Correios apresenta hoje (29) o plano de reestruturação
A Eletronuclear tem recursos em caixa apenas até meados de março e pode entrar em colapso financeiro caso não haja uma solução para o impasse em torno da usina nuclear de Angra 3. A informação foi dada ao g1 pelo presidente interino da estatal, Alexandre Caporal.
Segundo ele, a empresa pede que bancos públicos suspendam temporariamente a cobrança de quase R$ 7 bilhões em dívidas relacionadas ao empreendimento, até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) defina o futuro da usina. A medida, afirmou, é considerada essencial para garantir a sustentabilidade financeira da estatal.
A definição sobre Angra 3 vem se arrastando há anos. Em 2025, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chegou a afirmar que encerraria o ano com uma decisão sobre o tema, o que não se concretizou.
Questionado pelo g1 sobre quando o assunto deve entrar na pauta do CNPE, o Ministério de Minas e Energia — que preside o conselho — não respondeu até a publicação desta reportagem.
Caporal afirmou que a Eletronuclear não precisa, neste momento, de aporte do Tesouro Nacional para honrar seus compromissos. Ainda assim, disse que é fundamental que os bancos credores suspendam a cobrança da dívida.
A suspensão dos pagamentos — já concedida por seis meses em 2024 — daria fôlego à estatal até que o CNPE defina o destino de Angra 3, cujas obras estão paralisadas há cerca de dez anos.
De acordo com Caporal, o serviço da dívida soma R$ 800 milhões em 2026. Quando somados aos custos de manutenção da usina, os gastos totais com Angra 3 ultrapassam R$ 1 bilhão por ano.
Se essa decisão for adiada até um momento de colapso, pode ser necessário um aporte para mitigar os efeitos danosos de um colapso financeiro
— afirmou.
O presidente interino disse ainda que, sem uma solução, a estatal pode entrar em default com fornecedores e com os próprios bancos.
Caso a gente não tenha um evento extraordinário de liquidez, a gente possivelmente vai entrar em default com os fornecedores e, principalmente, com os próprios bancos
— disse.
Caporal afirmou que apenas uma solução estrutural será capaz de estabilizar a empresa.
Qualquer outra medida vai ser o que a gente tem feito pelo menos nos últimos um ano e meio: medidas extraordinárias de liquidez. A resolução estrutural é ter uma solução clara sobre Angra 3
— declarou.
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