O J.P. Morgan mobilizou equipes de trabalho em horas extras para analisar o impacto dos primeiros esboços da mudança de política sob o presidente Donald Trump, segundo Mary Erdoes, chefe da divisão de gestão de ativos e patrimônio do maior banco dos Estados Unidos.
“No J.P. Morgan, temos uma sala de guerra montada para analisar e avaliar cada uma dessas [políticas]”, disse Erdoes durante um painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos. “Eles ficaram acordados a noite inteira e estão trabalhando nisso. O tempo dirá.”
Trump iniciou seu segundo mandato na segunda-feira, após uma bem-sucedida campanha eleitoral que prometeu tarifas elevadas sobre parceiros comerciais, como a China, o México e o Canadá. Ele também se posicionou como o presidente mais favorável aos negócios, mesmo que empresas, líderes corporativos e investidores se ajustem às suas mudanças de prioridades e se preparem para um possível período de turbulência nos mercados.
Os sinais eram de o governo Trump estava criando um “ambiente muito pró-negócios” e que a economia dos EUA estava em “modo avançado” no momento, disse Erdoes. “Espero que isso nos mantenha à frente de outros governos no mundo para que possamos continuar competindo”, acrescentou ela.
Erdoes também afirmou que os avanços em inteligência artificial provavelmente não levariam a cortes de empregos no banco e que o foco seria na requalificação de funcionários e na eliminação de tarefas “sem prazer”. Erdoes disse que 200 mil funcionários do J.P. Morgan já são usuários diários ativos de IA.
Filippo Gori, codiretor de global banking do banco, afirmou que havia uma “euforia” entre os clientes, em parte por causa da atitude pró-negócios da nova administração e em parte por conta de um acúmulo de atividades.
“Fusões e aquisições (M&A), bem como IPOs vão voltar”, disse ele à Bloomberg TV, observando o desempenho encorajador das ações lançadas no ano passado. “No início de dezembro, 60% da classe de IPO estava sendo negociada acima do preço de emissão, elas se saíram bem. Acredito que isso vai se arrastar até 2025 e vai impulsionar mais empresas a abrir capital.”
Algumas empresas asiáticas estão considerando listar suas ações nos EUA em resposta à eleição de Trump, acrescentou ele, com empresas “olhando para os EUA como um farol para o crescimento econômico.”
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