A Rússia afirmou nesta quarta-feira que a apreensão de um navio-tanque petroleiro de bandeira russa no Atlântico constitui uma violação do direito marítimo. A operação foi encerrada hoje após semanas de perseguição após a embarcação ter furado o bloqueio imposto por Washington à Venezuela.
De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, a liberdade de navegação se aplica em alto-mar, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registradas nas jurisdições de outros Estados
— afirmou o Ministério dos Transportes da Rússia em comunicado.
Na nota, o governo russo disse ter perdido o contato com a embarcação, batizada inicialmente de Bella-1 e hoje chamada de Marinera, após a abordagem das forças navais americanas.
Em um post no X, o Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA disse que o governo Trump havia apreendido o navio por violar as sanções dos EUA.
O bloqueio do petróleo venezuelano sancionado e ilícito continua em PLENO EFEITO - em qualquer lugar do mundo
— disse o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em resposta a essa postagem.
As autoridades americanas disseram que embarcações militares russas, entre elas um submarino, estavam nas imediações da operação. Não ficou claro o quão perto as embarcações estavam da operação, mas não houve indícios de um confronto entre as forças militares dos EUA e da Rússia.
A apreensão ocorreu poucos dias depois que as forças especiais dos EUA invadiram Caracas antes do amanhecer de sábado em um ataque para capturar o presidente Nicolás Maduro e levá-lo para os Estados Unidos. Os militares dos EUA o entregaram às autoridades federais norte-americanas para que fosse processado por acusações de suposto tráfico de drogas.
Não ficou claro para onde exatamente o navio iria agora, mas fontes disseram que ele provavelmente estaria entrando em águas territoriais britânicas.
A embarcação é o mais recente navio-tanque visado pela Guarda Costeira dos EUA desde o início da campanha de pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Venezuela.
Separadamente, a Guarda Costeira dos EUA também interceptou outro navio-tanque ligado à Venezuela em águas latino-americanas, disseram autoridades norte-americanas à Reuters nesta quarta-feira, enquanto os EUA continuam a impor seu bloqueio a navios sancionados da Venezuela.
A embarcação é o mais recente navio-tanque visado pela Guarda Costeira dos EUA desde o início da campanha de pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Venezuela
Depois do ataque à Venezuela e da deposição de Nicolás Maduro, agentes financeiros começam a levar mais a sério algumas das ameaças feitas recentemente pelo presidente americano
Declarações vêm após Mette Frederiksen, da Dinamarca, afirmar que um ataque dos EUA à Groenlândia representaria o fim da Otan; Europa trabalha em plano sobre como responder caso a ameaça se cumpra
Jhonatan de Jesus pode invocar o princípio do "poder geral de cautela", previsto no Código de Processo Civil (CPC), para justificar sua decisão monocrática
Banco central argentino chega a um acordo de um ano com os credores, cujos nomes não foram divulgados, a uma taxa de 7,4%, informou a instituição na manhã desta quarta-feira
Dentro do indicador, subíndices de novos pedidos e de emprego subiram, e o de preços apresentou queda
Medidas são devido ao risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus
Números sobre o mercado de trabalho americano podem recalibrar apostas sobre rumo dos juros americanos
Participantes do mercado aguardam o relatório Job Openings and Labor Turnover Survey (Jolts) de vagas em aberto