O presidente do Banco do Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afirmou que a operação de compra do Banco Master “está em evolução ainda”. Costa participou de reunião na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) com deputados distritais.
“É uma operação que está em evolução ainda, importante dizer que ela depende de todas as autorizações legais, existem passos a serem cumpridos”, afirmou.
A operação precisa ser analisada pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Costa disse que explicou os detalhes técnicos aos deputados distritais e o benefício que a operação deve trazer para o BRB, como aumento da rentabilidade da instituição. “Nós mostramos aqui a lógica inteira da operação, falamos do impacto que essa operação vai trazer de resultado ao longo do tempo e passamos uma expectativa de dividendos para os principais acionistas”, disse.
Segundo Costa, ao ganhar um novo braço para atuar no mercado de capitais, em médias e grandes empresas, câmbio e cartão de crédito consignado, o BRB vai aumentar sua capacidade de competir e pagar dividendos para o principal acionista do BRB, que é o governo do Distrito Federal.
Questionado sobre a necessidade de que a operação tenha aval da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), como defendem alguns deputados, Costa disse que essa é uma matéria mais técnica e que há uma avaliação da Procuradoria do Distrito Federal. “Tivemos uma avaliação da própria Procuradoria do Distrito Federal, que analisou a operação à luz da Lei Orgânica [do Distrito Federal] e entende que essa é uma competência do Conselho de Administração do banco, mas essa é uma avaliação que no final vai ser tratada pela Procuradoria, pela Casa aqui.”
Costa disse que o banco está tendo “todo o cuidado” e realizando as auditorias e análises necessárias para que “somente as operações em que há interesse do BRB venham a fazer parte desse escopo [de compra]”. Segundo o presidente do BRB, a compra do controle do Master “caracterizaria uma estatização, e uma série de benefícios, como expertise, tecnologia do banco, seriam perdidas e levariam a não fazer sentido a operação”. A operação prevê a compra de 49% das ações ordinárias.
O presidente do BRB ainda foi questionado sobre outras discussões de bancos que poderiam vir a comprar outra parte do Banco Master. “A gente não participa dessas discussões especificamente, a gente acompanha o lado que envolve o BRB.”
O BRB anunciou no dia 28 de março o acordo para aquisição de 58% do capital do Banco Master e 49% das ações ordinárias. O Valor mostrou que ganhou força nos últimos dias a chamada “solução privada” para o Banco Master, em que o BTG Pactual e outros grandes bancos ficariam com os ativos menos líquidos do Master, com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, teve uma reunião no sábado em que se discutiu o tema do Master com o presidente do FGC, Daniel Lima, e os presidentes do Bradesco, Marcelo Noronha, do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e do Santander, Mario Leão, além do presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves.
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