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Possíveis mudanças na política econômica dos EUA trazem incerteza adicional ao cenário, diz Copom | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 12/11/2024 às 09:05 · Atualizado há 3 dias
Possíveis mudanças na política econômica dos EUA trazem incerteza adicional ao cenário, diz Copom | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

O Comitê de Política Monetária (Copom) mencionou que a possibilidade de mudanças na condução da política econômica nos Estados Unidos “traz adicional incerteza ao cenário, particularmente com possíveis estímulos fiscais, restrições na oferta de trabalho e introdução de tarifas à importação”. A ata da última reunião do comitê foi publicada nesta terça-feira.

O candidato republicano Donald Trump foi eleito na semana passada e assumirá a presidência em 2025. Trump defende a imposição de tarifas de importação e a deportação de imigrantes em massa, o que pode afetar o preço do trabalho e a inflação. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, vinha enfatizando em palestras antes do Copom que as propostas discutidas pelos então dois candidatos à Casa Branca, Trump e Kamala Harris, implicariam em expansão fiscal.

Ainda no cenário americano, o comitê avalia que “permanece grande incerteza sobre o ritmo da desinflação e da desaceleração da atividade econômica”. No entanto, o cenário-base continua sendo de desaceleração “gradual e ordenada” da economia nos Estados Unidos.

Como no comunicado da semana passada, o Copom voltou a destacar a conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos, “o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed (Federal Reserve, o banco central americano)”.

O cenário global continua desafiador “com incertezas econômicas e geopolíticas relevantes”, pontuou. “Os dados mais recentes de diversos países corroboram um cenário de maior diferenciação nos ciclos de crescimento e inflação à medida que os efeitos do choque global da pandemia se dissipam. Assim, espera-se menor correlação nas condições financeiras e menor sincronia nos ciclos de política monetária entre os países no futuro”, diz a ata.

O documento ainda aponta que os membros do Copom debateram a desaceleração da economia chinesa “tentando decompor os aspectos cíclicos e estruturais envolvidos”. Para o comitê, as respostas fiscais e monetária anunciadas recentemente “podem trazer algum suporte ao crescimento de curto prazo, mas permanecem desafios para o crescimento de médio prazo”.

Donald Trump, presidente eleito dos EUA — Foto: Official White House/Joyce N. Boghosian

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