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Omissão sobre garantias de segurança ainda é obstáculo para acordo EUA-Ucrânia sobre minerais | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 26/02/2025 às 17:05 · Atualizado há 1 semana
Omissão sobre garantias de segurança ainda é obstáculo para acordo EUA-Ucrânia sobre minerais | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

Mas o presidente ucraniano disse ao mesmo tempo, numa entrevista em Kiev, que — embora a estrutura de um acordo econômico tivesse sido alcançada — ainda não havia garantias de segurança que a Ucrânia considera vitais. Zelensky deu a entender que a finalização do acordo e seu envio ao Parlamento ucraniano depende de um acerto sobre este tema.

“A Ucrânia precisa saber primeiro em que ponto está o compromisso dos EUA em seu apoio militar e de segurança do país”, disse Zelensky. Ele afirmou que espera ainda uma conversa abrangente com Trump sobre este ponto. O acordo econômico “O que pode esperar a Ucrânia?”, disse.

Mas Trump, ao anunciar o acordo, não se comprometeu sobre nenhuma garantia de segurança americana. “Não vou dar garantias de segurança”, disse Trump. “Vamos fazer a Europa cuidar disso.”

Ele disse que uma presença dos EUA trabalhando na extração de minerais equivaleria a "segurança automática porque ninguém vai mexer com nosso pessoal quando estivermos lá.” “É um ótimo negócio para a Ucrânia também, porque eles nos levam para lá e vamos trabalhar lá”, disse Trump. "Estaremos no terreno.”

Desde que retornou ao cargo, em 20 de janeiro, Trump deixou a Ucrânia saber que ele queria algo em troca de dezenas de bilhões de dólares em ajuda dos EUA ao país, que enfrenta há três anos uma invasão russa.

A Casa Branca aplicou forte pressão sobre a Ucrânia para conceder aos americanos acesso às suas vastas reservas de minerais — incluindo terras raras, fundamentais para a indústria de tecnologia.

Zelensky recusou as ofertas iniciais dos EUA, argumentando que elas não continham garantias de segurança adequadas para a Ucrânia e que a compensação estimada por Trump a ser paga por Kiev — de US$ 500 bilhões — sobrecarregaria gerações de ucranianos com dívidas.

Kiev, por seu lado, também está interessada em usar os investimentos como uma forma de prender os EUA à defesa futura da Ucrânia. A versão mais recente do texto, vista pela agência Associated Press, diz que os EUA “apoiam os esforços da Ucrânia para obter garantias de segurança necessárias para estabelecer uma paz duradoura”. Isso não explicita nenhum compromisso dos EUA em dispender esses esforços.

“Os participantes buscarão identificar quaisquer etapas necessárias para proteger investimentos mútuos conforme definido no acordo”, diz o rascunho do acordo.

Depois da fala de Zelensky, um funcionário da Casa Branca deixou claro que aceitar o acordo seria uma precondição do convite de Trump para se reunir na sexta-feira. O funcionário falou sob condição de anonimato para discutir o convite.

“Este acordo pode ser um grande sucesso ou desaparecer silenciosamente”, disse Zelensky. “E acredito que o sucesso depende da nossa conversa com o presidente Trump. Quero coordenar com os EUA”, disse Zelensky.

Trump abandonou abruptamente algumas políticas anteriores de Washington. Ele descartou esforços para isolar o presidente russo, Vladimir Putin, e lançou dúvidas sobre o apoio dos EUA aos seus aliados europeus. Isso trouxe mudanças geopolíticas importantes que podem redefinir o caminho da guerra este ano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP

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